saneamento basico

Diagnóstico da condição de Saneamento Básico e Qualidade das Águas dos contribuintes do reservatório da Pampulha/MG

Resumo

O presente estudo aborda como a condição de saneamento básico nas grandes cidades influencia na qualidade das águas de rios e córregos localizados nos centros urbanos. Como foco deste estudo, foi escolhida a bacia hidrográfica da Pampulha, onde seus afluentes foram divididos em oito sub-bacias, com o objetivo de avaliar a condição sanitária de cada contribuinte. No decorrer do estudo, foram levantados índices de coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU), coleta de esgoto doméstico da população de cada sub-bacia, o serviço de drenagem urbana e o fornecimento de água para consumo humano nas oito sub-bacias hidrográficas estudadas. Através destes dados, do Índice de Salubridade Ambiental de cada sub-bacia e das análises de qualidade das águas dos afluentes da bacia da Pampulha, foi possível identificar que ainda existem áreas que não possuem a universalização dos serviços de saneamento básico e regiões que mesmo com o pleno fornecimento do serviço, possuem o descarte clandestino de resíduos e efluentes nos corpos hídricos da bacia estudada. Além dos números levantados nestas análises, percebeu-se a dificuldade da gestão integrada dos recursos hídricos na sua dimensão territorial. A ausência de recursos, a escassa mão de obra capacitada e outros interesses municipais, impedem o avanço dos serviços a toda a população, gerando impactos não só ambientais mas também sociais e à saúde humana. Reconheceu-se também a barreira imposta pelo uso e a ocupação dos solos indevido nas proximidades dos córregos, áreas estas que deveriam estar protegidas para reduzir os impactos da urbanização no ambiente aquático.

Introdução

Nos últimos anos, a preocupação com os recursos hídricos e sua disponibilidade tem crescido exponencialmente. Um dos grandes desafios da humanidade é garantir o uso da água em qualidade e quantidade suficiente para todos, onde a conservação de corpos d’água em áreas urbanas – onde se concentra, atualmente, a maior parte da população brasileira – e o uso e ocupação dos solos nas áreas rurais das grandes cidades, são os principais problemas encontrados nos municípios brasileiros. Entende-se que a quantidade e a qualidade de água disponível para os usos diversos estão totalmente ligadas ao manejo e gestão deste recurso, principalmente em centros urbanos.

Em 1997 o governo brasileiro, através da Lei n° 9.433, instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), que estabelece em seus fundamentos, que a gestão dos recursos hídricos deva ser participativa e descentralizada, contando com a atuação dos usuários, das comunidades e do poder público. Além disso, a Lei 9.433/97 define a água como sendo um bem de domínio público, finito, de uso múltiplo, dotado de valor econômico e que deve ser conservado para o uso das presentes e futuras gerações.

Mas infelizmente, esta não é a realidade de muitos corpos hídricos situados nas cidades brasileiras. A represa da Lagoa da Pampulha, inaugurada em 1938 durante a administração do prefeito Juscelino Kubitscheck e um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital mineira, já foi utilizada para abastecimento público da região norte da cidade de Belo Horizonte. Porém, devido à alteração da qualidade das águas do reservatório pelo despejo de esgoto bruto, na década de 80 a captação foi interrompida e atualmente o reservatório encontra-se com um alto índice de poluição.

Autora: Karla Helena Francisco.

baixe-aqui

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »