O setor de saneamento no Brasil é um dos segmentos que mais têm atraído investimentos e novos projetos no país. Diante da expansão das atividades, porém, o setor alerta para o risco de escassez de mão de obra qualificada.
O segmento tem recebido um volume expressivo de investimentos desde meados de 2020. Naquele período, mudanças no marco regulatório abriram espaço para uma maior participação de empresas privadas em um mercado historicamente dominado por companhias estatais.
Entre as metas estabelecidas pela legislação está a universalização dos serviços de saneamento básico até 2033. O objetivo é ampliar o acesso à água potável, à coleta e ao tratamento de esgoto.
Diante desse cenário, o setor chama a atenção para as dificuldades de contratação de profissionais qualificados. Esses trabalhadores precisam atender à crescente demanda por projetos, obras e serviços.
“Não basta garantir os investimentos necessários para a universalização se não tivermos profissionais preparados para transformar esses recursos em projetos, obras e serviços. O saneamento está se tornando cada vez mais tecnológico e complexo, e precisamos formar e valorizar engenheiros e profissionais capazes de lidar com essa nova realidade”, afirmou Christianne Dias, diretora-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (ABCON), entidade que representa empresas privadas do setor.
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Setor de saneamento alerta para escassez de mão de obra em meio à expansão dos investimentos e projetos
Segundo a associação, a formação de novos profissionais em engenharia também enfrenta dificuldades. Dados da entidade mostram que o número de brasileiros que concluíram cursos de engenharia no país caiu de 128.871, em 2018, para 95.607, em 2023.
“Para o setor, o cenário reforça a necessidade de políticas de formação e qualificação profissional capazes de acompanhar a demanda por mão de obra especializada que será gerada pela expansão dos serviços de saneamento”, afirmou a ABCON.
A preocupação com a disponibilidade de profissionais qualificados, no entanto, não se restringe ao saneamento.
O setor rodoviário, outro segmento que tem registrado rápida expansão dos investimentos, também enfrenta dificuldades para contratar trabalhadores especializados, especialmente profissionais com formação em engenharia civil.
A escassez de mão de obra qualificada representa um desafio para diferentes setores de infraestrutura no Brasil, que precisam ampliar sua capacidade de execução para atender à crescente demanda por obras e serviços.
Por fim, nesse contexto, a formação profissional e a qualificação técnica tornam-se fatores importantes para garantir o avanço dos projetos e o cumprimento das metas de expansão dos serviços essenciais.
Fonte: BNAmericas
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