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São Paulo Crise Hídrica

Por que São Paulo não consegue superar a crise hídrica?

São Paulo Crise Hídrica

Por: Edison Veiga

Resumo:

Há um fantasma nas torneiras de São Paulo que preocupa os moradores: a histórica crise hídrica que teve seu auge entre os anos de 2014 e 2015.

Em um cenário de catástrofe climática, dados atuais e relatórios recentes indicam que um novo período de escassez de água pode estar chegando às torneiras paulistas.

O alerta veio na última edição do relatório mensal do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sobre o Sistema Cantareira, o maior destinado à captação e tratamento de água para a Grande São Paulo. Os reservatórios entraram na primavera com 28% do volume útil — o menor índice para o mês desde 2015.

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Tecnicamente, quando o nível está abaixo de 30%, a operação é considerada em faixa de restrição. Há dez anos isso não ocorria.

Segundo o documento, os índices de chuva e vazão “se mantiveram bem abaixo da média histórica”. “A precipitação acumulada foi de apenas 58% da média. Enquanto a vazão afluente ficou em torno de 41% da média para o período”, aponta o relatório.

São Paulo Crise Hídrica

Os ciclos hidrológicos para a região indicam que os meses secos ficaram para trás e agora é esperada a estação chuvosa. O problema é que, com as mudanças climáticas, o nível de chuva pode ser insuficiente para repor as perdas do reservatório.

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“Chama a atenção que no Sistema Cantareira, a cada ano, […] o volume mínimo durante as estiagens é cada vez menor com o passar do tempo”, afirma o engenheiro e consultor de saneamento Antonio Eduardo Giansante, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O Cemaden afirma que as projeções indicam que, “mesmo em um cenário favorável. Com chuvas próximas à média histórica, os reservatórios devem permanecer em faixas mais críticas”. O Cantareira deve virar o ano em alerta.

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