saneamento basico

Tratamento biológico utilizando chorume de resíduos industriais perigosos

Resumo

A geração dos resíduos industriais se transformou em um dos maiores problemas da atualidade. A quantidade e variedade de materiais descartados tornam cada vez mais complexo o seu gerenciamento. Entretanto, a utilização desse método de disposição está atrelada a potenciais impactos ambientais – geração de chorume. Ele contém elevadas concentrações de compostos orgânicos, inorgânicos e nitrogênio amoniacal. É fundamental a identificação de alternativas tecnológicas para unidades de tratamento de chorume que compatibilizem custos baixos, eficiência de tratamento e atendimento aos padrões sanitários operados no país. Para tratá-lo, recorre-se a processos aplicados na adaptação e condicionamento microbiológico ao efluente, a fim de melhorar o desempenho de um posterior tratamento biológico. Utilizou-se lodo proveniente da Estação de Tratamento de Efluentes de um curtume e chorume do Aterro de Resíduos Industriais, ambos localizados na Região do Vale dos Sinos, RS. Utilizou-se 20% de lodo biológico sob o volume total. Nos ensaios executados sob a agitação de 20 rpm, no Jar Test, realizou-se monitoramento das variáveis de controle (pH, temperatura, oxigênio dissolvido) e de resposta (sólidos totais, carbono orgânico total). Os resultados definiram a condição ótima e uma eficiência de 65% de remoção de material orgânico para a etapa de tratamento biológico, bem como, o crescimento de flocos com presença de filamentos.

Autores: A.V. QUADROS; F.R.F. DARSIE; A. M. BERNARDES; M. GUTTERRES.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »