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Bioaumentação eleva eficiência em sistemas de lagoas de estabilização no tratamento de esgoto sanitário

Imagem Ilustrativa

Por: Monique Zorzim*

Em várias regiões do Brasil, onde há bastante disponibilidade de áreas próximas aos centros urbanos, o tratamento dos esgotos sanitários é realizado por sistemas de lagoas de estabilização – de menor custo operacional, porém ocupando grandes extensões de terra em sua implantação.

Para concepção e projeto desses sistemas, considera-se o crescimento populacional e consequente aumento da geração de esgotos para um certo período, a depender de diversos fatores de engenharia.

Em alguns desses casos, o período de fim de projeto já se exauriu, e essas plantas começam a chegar ao seu limite da capacidade de tratamento. Em outras situações, que vieram a acontecer principalmente com a recente crise hídrica, as metas de eficiência de remoção de poluentes ficaram ainda mais restritivas.

Uma ferramenta para postergar o limite da vida útil desses sistemas e garantir a eficiência na remoção dos contaminantes, devolvendo sempre uma água de qualidade para o meio ambiente, é a prática da bioaumentação, em que microrganismos específicos de alta capacidade de degradação dos poluentes são inseridos no sistema, aumentando a capacidade de assimilação e degradação dos compostos presentes nos esgotos.

Em exemplo recente dessa prática, a Superbac em parceria com o SIMAE (Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto) realizou um projeto de bioaumentação em uma estação de tratamento de esgoto na ETE, que trata o efluente dos municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste, no estado de Santa Catarina. O sistema é constituído por três lagoas em série, sendo que, já visando o aumento de carga recebido na planta, foi realizado investimento com a instalação de aeradores nas duas primeiras lagoas. Porém, as metas de qualidade do efluente final ficaram ainda mais limitadas, sendo estabelecidos novos valores para os horizontes de 2022 e 2023.

Em agosto de 2021, iniciou-se o projeto, visando atender às metas propostas para 2022. Entretanto, analisando-se os primeiros resultados, foi alinhado manter o foco para atender às metas de 2023. Os resultados dos cem primeiros dias do tratamento com a bioaumentação são apresentados nos gráficos 1 e 2 a seguir:

Verifica-se que, além de atingir previamente a meta proposta para 2023, a tendência dos resultados segue uma decrescente inclinação bastante interessante. Dado o tempo de detenção hidráulica do sistema, a expectativa é que essa tendência se mantenha até alcançar um patamar de estabilização – certamente dentro dos limites propostos para alcançar a qualidade do efluente final.

Além disso, a prática da bioaumentação promove uma maior robustez ao sistema. Isso significa que na ocorrência de situações adversas e atípicas, como variações de carga por eventos pluviométricos, por exemplo, as lagoas de estabilização serão capazes de absorver melhor os impactos, mantendo a qualidade do efluente final e recuperação mais rápida em casos de eventos extremos.

A ampliação da capacidade de tratamento de esgotos vem se tornando cada vez mais comum e necessário, principalmente com o novo marco do saneamento, onde os players assumem diversas plantas de uma região que necessitam de investimento em CAPEX. A bioaumentação pode prorrogar e até mesmo substituir esses altos investimentos, possibilitando que o fluxo de caixa seja direcionado sempre para a opção mais rentável e ainda assim garantindo o atendimento às metas, legislações, e ao direito de todos de um ambiente ecologicamente equilibrado.

 Monique Zorzim é gerente técnica e de pós-vendas da Superbac. www.superbac.com.br

Sobre a SUPERBAC

Fundada em 1995, a Superbac é fabricante de fertilizantes e conta com uma moderna fábrica e laboratório de desenvolvimento na cidade de Mandaguari, no Paraná. Em paralelo, a companhia desenvolve soluções para as áreas de saneamento, óleo & gás e bens de consumo, sempre com foco em inovação e na catalisação de processos produtivos de forma mais sustentável.

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