saneamento basico
Serviço de água e esgoto em Concórdia

Tocantins discute cenários para regionalização dos serviços de água e esgoto

Imagem Ilustrativa

Os integrantes do Grupo Técnico de Trabalho (GT) da Regionalização na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do Tocantins se reuniram na quarta-feira, 20, na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), para acompanhar e discutir as propostas da regionalização.

No período da manhã, foram realizadas as apresentações dos representantes da Siglasul, da Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR) e da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS); e iniciado o debate dos pontos levantados, com a participação dos representantes das demais instituições; à tarde, as discussões foram retomadas e encerradas, com as definições de encaminhamentos.

Participaram desta reunião, os integrantes do Grupo Técnico de Trabalho, são eles, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR), Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), Secretaria de Infraestrutura, Cidades e Habitação (Seinfra), Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan) e Secretaria de Parcerias e Investimento (SPI); além dos representantes do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) e da empresa Siglasul, consultoria contratada por esse ministério.

O diretor de Planejamento de Saneamento Ambiental da Semarh, Cláudio Carneiro, relatou que a finalidade é buscar o consenso e avançar para o produto final. “Esse estudo teve início no ano passado. Neste ano, foi instituído o GT, para coordenar os estudos, junto com o Ministério e a Siglasul. Com o consenso dos integrantes, seguiremos para a etapa que tem como produto, a proposta de regionalização, prevista na Lei 14.026/2020, do novo marco legal de saneamento. Após a elaboração da proposta de regionalização, o estudo será apresentado aos municípios, em seguida serão realizadas consultas e/ou audiências públicas, com a participação da população”, adiantou Cláudio Carneiro.

A coordenadora de Projeto da Siglasul, Aline Melo, explicou como funciona a avaliação de viabilidade econômico-financeira do projeto. “Para a universalização, a lei prevê a regionalização dos estados, de forma que municípios superavitários viabilizem os deficitários. Nós avaliamos a receita e os custos necessários para universalizar os serviços de água e esgoto. Com essa avaliação, verificamos o potencial subsidiador do município, para promover essa universalização”, detalhou Aline Melo.

A coordenadora Aline Melo, reitera que, com base na viabilidade econômico-financeira, são montados os desenhos regionais, em que estão sendo propostas a manutenção das duas regiões metropolitanas, Palmas e Gurupi; e que se criem outras duas unidades, com os demais municípios. Aline Melo disse que a ideia foi discutir com o estado as especificidades para que a regionalização seja factível e que se houver necessidade de realizar alguma revisão, poderá ser feita, desde que esteja no escopo do trabalho.


LEIA TAMBÉM: Reservatórios têm melhor patamar desde 2012, mostra ONS

serviços de água e esgoto

Representando o presidente da ATR, Stalin Bucar, a gerente de Regulação, Helen Amaral Figueiredo, frisou a expectativa na viabilidade prática do projeto. “A gente já teve uma primeira reunião on-line, em que foi apresentado o relatório 2 da consultoria, então fizemos a leitura e após algumas discussões, entendemos ser importante esse encontro presencial, uma vez que o cenário no Estado é bem complexo, diferente de outras regiões do país. Hoje reunimos os integrantes do GT para fazermos perguntas e traçar novos cenários, ver novas possibilidades para encontrarmos uma proposta viável e aplicável no Tocantins, que saia da teoria e funcione na prática”, ressaltou Helen Figueiredo.

De acordo com o diretor da Semarh, a regionalização é um dos requisitos que precisa ser cumprido, para que o Estado e seus 139 municípios tenham acesso a recursos financeiros da União. O prazo para atender essa exigência se encerra no dia (31) de março do próximo ano, segundo o novo decreto.

O engenheiro sanitarista e coordenador técnico do projeto na consultoria Siglasul, Acylino José dos Santos Neto, reforçou o objetivo da visita ao Estado e avaliou. “Naturalmente, o Tocantins é uma situação particular e complexa. Então hoje nós estamos discutindo com o grupo técnico do Estado, para encontrarmos a melhor solução. O caminho daqui para frente é desenhar a proposta legislativa que vai ser encaminhada para criação de unidades regionais no Estado e a partir daí concretizar essa intenção governamental de criar incentivo para universalização do saneamento, através da regionalização dos serviços”, considerou Acylino Neto.

Fonte: Conexão TO.

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »