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Limoeiro do Norte deve receber fábrica de painéis solares estimada em R$ 45 mi

Limoeiro do Norte deve receber, ainda este ano, uma fábrica de painéis solares italiana com investimento estimado em 13 milhões de euros (cerca de R$ 45,24 milhões). De acordo com o empresário Giuseppe Dorigo, uma empresa da Itália está disposta a aportar 60% do montante total necessário para instalação.

Para o negócio ser concretizado falta um investidor, de preferência do Estado, arcar com os 40% restante. A Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Amdea) de Limoeiro do Norte, criada pela prefeitura para acelerar o desenvolvimento da cidade, tem a missão de encontrar esse sócio.

Segundo Glauro Campello, gerente executivo e de agronegócio da Amdea, a demanda para uma empresa desse porte existe e ele está confiante por ser um negócio vantajoso. “Se encontrarmos o parceiro hoje, em dois meses iniciamos o desenvolvimento do projeto e em um ano e meio ela começa a operar”, declara.

A preferência por um investidor do Estado vem por parte da empresa italiana que quer assimilar a cultura e a filosofia da região, engajando a comunidade e compartilhando a visão do desenvolvimento do entono da fábrica.

A empresa pode começar produzindo 100 megawatts por ano de painéis solares com energia de ponta, de acordo com cálculos feitos por Giuseppe Dorigo.

Inicialmente essa produção será destinada para projetos desenvolvidos exclusivamente no Brasil, que já participaram de leilões e devem ser entregues entre 2017 e 2018. “Exportações ficam para um segundo momento”, informa Dorigo.

Os 60% seriam aplicados em maquinários e treinamento de profissionais. Um quadro com 50 funcionários altamente capacitados atenderia a demanda. O empresário elogiou os cursos oferecidos na cidade.

Em função dos problemas de energia e climáticos no País e o aumento da população, Campello acredita que a indústria de painéis solares teria o retorno de investimento num curto prazo de tempo.

Distrito industrial

Limoeiro do Norte criou um distrito industrial, instalado numa área de 90 hectares, que fica a 7 km do centro da cidade. O projeto está em fase de implantação da concepção urbana, que envolve parte hídrica, elétrica e calçamento.

Campello diz que o objetivo é atrair empresas de pequenos e médios portes que faturem em torno de R$ 3 milhões e R$ 15 milhões por ano.

A Amdea está em fase de conclusão de parcerias com a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) sobre os incentivos. Entre eles, o fiscal, de cessão de direito de uso de terras, e apoio de planejamento, construção e infraestrutura.

Campello explica que existe um termo de concessão fiscal que as empesas devem atender algumas exigências. Quanto mais alta a pontuação, maior o incentivo fiscal.

 

 

Fonte: Jornal O Povo

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