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Racionamento de energia é inevitável, afirmam especialistas

Mesmo após o ministro de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga, garantir na última quinta-feira que o risco de racionamento de energia no país está cada vez menor, especialistas do setor afirmam que essa possibilidade existe, e não é remota.

Dados do próprio ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) indicam a probabilidade de um racionamento. Simulação da consultoria Thymos, feita com dados do ONS, mostra que a chance haver um corte de 5% na carga é de 24%.

“Mas os números do ONS são muito otimistas. Na nossa visão, há 60% de chance de um racionamento superior a 5%”, diz João Carlos Mello, presidente da Thymos. A análise considera o quadro recessivo da economia. “Se o país estivesse crescendo, a situação seria ainda mais grave.”

O ministro Eduardo Braga ressaltou na última semana que até o final do ano, serão agregados ao sistema mais de 5.400 MW, o que dará mais segurança ao setor e ressaltou ter propostas para 570 projetos de geração energética a partir de fontes eólicas e de biomassa previstos para o leilão de fontes alternativas, no dia 27 abril. Nele, serão ofertados mais de 15 mil megawatts (MW) às distribuidoras.

A consultoria PSR estima um risco de racionamento de 95% para as regiões Sudeste e Sul. “Isso indica que, em pouquíssimos cenários hidrológicos, não seria preciso ter um corte na carga”, diz Priscila Lino, consultora da PSR.

Para Luiz Pingelli Rosa, diretor da Coppe-UFRJ, seria “prudente” se o racionamento já tivesse em vigor. “Temos mais um mês de chuvas. Se elas não forem abundantes, será necessário decretá-lo.”

O Ministério de Minas e Energia informou ainda que “devido à grande variabilidade das afluências aos reservatórios no chamado ‘período úmido’, que vai de dezembro a abril, análises mais conclusivas sobre o sistema elétrico serão obtidas ao fim deste período”. O governo aposta que a crise econômica e o tarifaço reduzirão o consumo de energia em 2015, evitando o racionamento e um maior desgaste político.

 

 
Fonte: Ceará Agora

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