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Água – economizar é preciso

O mundo inteiro já começou enfrentar os graves problemas da escassez de água potável no universo, isto vem se agravando de forma assustadora, o que tem gerado preocupações seríssimas nos países considerados como de primeiro mundo, ocasionando com isto, uma realidade que pode tornar-se em guerra civil sobre os países detentores de grandes aqüíferos ou reservas deste líquido precioso, localizadas em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento como por exemplo o Brasil.
O Rotary Club Internacional vem atuando nessa ênfase há vários anos, inclusive, um dos principais enfoques nos ideais de Rotary é justamente o de prevenir as pessoas no racionamento de água, e também, na preservação e recuperação dos recursos hídricos, tendo como lema a ÁGUA.
A escassez da oferta de água potável se deve, entre outras razões, ao fato de sua disponibilidade ser inversamente proporcional ao crescimento populacional e ao uso ineficiente desse recurso. Esse quadro é agravado em virtude da desigualdade social e da falta de usos sustentáveis dos recursos naturais. Em algumas regiões, como o continente africano, onde a média de consumo de água por pessoa é de 19 metros cúbicos por dia, ou dez a 15 litros por pessoa, a falta d’água já atinge índices de disponibilidades preocupantes.
No Brasil, conforme recentes estatísticas relacionadas aos potenciais hídricos nacionais, este possui 11% do volume mundial de água doce e extensas reservas de água potável, além de uma das maiores redes hidrográficas do planeta, o que poderá tornar-se alvo principal de guerras, dada a possibilidade cada vez mais próxima de a falta d’água provocar tais conflitos. Daí a realidade que não se pode refutar, as imensas reservas, inclusive, as maiores do planeta, localizadas na Amazônia e Mata Atlântica, as quais serão alvos daqueles que precisam deste líquido precioso para sobreviverem.
A racionalização do uso e reuso da água se tornam cada vez mais uma realidade no mundo inteiro, sendo que aqui no Brasil, o desperdício deste líquido precioso é alarmante, quando deparamos com pessoas de destacada qualificação profissional e cultural, sobretudo conscientes de seus atos e na vivência do dia-a-dia, utilizando água potável, cristalina, para lavar carros e calçadas, além de vias públicas, um verdadeiro crime contra a humanidade. Somamos na lista do desperdício irracional, o banho em chuveiros, os quais ficam ligados do começo ao fim do uso, até enquanto se ensaboa a média de consumo de água, chega aproximadamente a 90 litros por banho, ainda, quando se usa as pias de banheiros para o barbear, com a torneira ligada. Uma lástima, a questão da conscientização de uma realidade irrefutável, sobre todos os aspectos culturais e humanitários dos povos civilizados.
Segundo dados do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vão para a indústria e apenas 6% destinam-se ao uso doméstico.
Um bilhão e 200 milhões de pessoas, 35% da população mundial, não tem acesso à água, e 1,8 bilhão de pessoas, 43% da população mundial, não contam com serviços de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que 10 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
A água se torna, cada vez mais, um desafio para todos nós. A cada ano mais de 80 milhões de pessoas clamam por seu direito aos recursos hídricos. Infelizmente, quase todos os 3 bilhões, ou mais, de habitantes que devem ser adicionados à população mundial no próximo meio século, nascerão em países que já sofrem com a escassez da água.
Finalmente, consta da declaração universal dos direitos da água, entre outras responsabilidades, àquela insculpida na ênfase nº 01, que preleciona o seguinte: a água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade e cada cidadão são plenamente responsáveis aos olhos de todos.
Não desperdice água, racionalize o seu uso com responsabilidade e respeito ao futuro da humanidade.

(*) Nelson Pereira Lopes, advogado militante no Brasil e governador D-4440 2009/2010

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