saneamento basico

Caucaia e Juazeiro, no CE, aparecem em ranking negativo de saneamento

Nenhuma cidade do Ceará universalizou acesso à água tratada. Em Juazeiro do Norte, 23% têm acesso à água tratada nas torneiras.

As cidades de Caucaia e Juazeiro do Norte, no Ceará, aparecem na lista de municípios do Brasil com os piores índices de saneamento básico e serviço de distribuição de água. Caucaia tem um dos piores indicadores de população com água tratada e, ao mesmo tempo, a pior relação entre arrecadação e investimento no setor.

Os dados fazem parte do estudo divulgado nesta quarta-feira (23) pela ONG Trata Brasil, que realiza pesquisa sobre uso e distribuição de água e saneamento básico. De acordo com a ONG, a falta de saneamento é um dos fatores que contribui com a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como a dengue o vírus da zika.

Na lista das 100 maiores cidades do país, Juazeiro do Norte aparece na posição 95 no ranking de serviços de saneamento básico. Na cidade, segundo o estudo, 21,1% da população tem serviço de esgoto e 23,8% tem acesso à água tratada encanada.

Já no ranking que avalia a relação entre arrecadação de impostos e investimento em tratamento de água, a maior cidade da região Cariri ocupa a posição 97, ou seja, um dos piores índices do país.

Em Caucaia, na Grande Fortaleza, 67,58% da população tem acesso à água tratada, o que coloca a cidade na 95ª posição da lista da ONG Trata Brasil neste quesito. De acordo com o estudo, pelo menos 20 cidades brasileiras de grande porte conseguiram universalizar o acesso à água tratada, mas nenhuma delas no Ceará.

O G1 entrou em contato com a Cagece, responsável por parte dos serviços de saneamento, e aguarda posicionamento da companhia. A prefeituras de Caucaia e Juazeiro do Norte não retornaram as ligações.

Metodologia
Desde 2009, o Instituto Trata Brasil divulga o “Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades”, com base nos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). Os números são informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao Governo Federal, portanto, são números oficiais das próprias cidades.

Em média, segndo a ONG, a cada 4 anos o Trata Brasil faz uma revisão dos critérios e indicadores usados no Ranking, especialmente após ouvir autoridades e entidades ligadas ao meio ambiente e ao setor de saneamento.

Fonte: G1
Foto: Arquivo G1

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