saneamento basico

Com R$ 1,1 bi de dívidas, Agespisa opera com déficit em 170 municípios

Em um momento que a crise hídrica nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro chama a atenção do país, o DIA levanta discussão sobre os problemas financeiros e administrativos da empresa responsável pelo abastecimento de água e o tratamento de esgotos em 174 municípios do Piauí, a Agespisa.

Atualmente, dos 174 contratos de concessão que a empresa possui e que lhe dá o direito operar os serviços de sistema de abastecimento de água e saneamento básico, apenas quatro são superavitários, ou seja, dão lucro è Agespisa.

Do total de cidades que concederam a execução dos serviços à empresa, apenas Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano possuem uma arrecadação suficiente para continuar com a operação do sistema. No dia 19 de janeiro, ao participar de uma visita às obras de construção da Estação de Tratamento de Água do bairro Santa Maria da Codipi, o governador Wellington Dias informou que umas das formas de solucionar o problema financeiro da Agespisa seria a transformação dela em autarquia.

“A Agespisa é uma espécie de esqueleto que está lá no armário e de vez em quando aparece. Foi assim em outros governos e voltou de novo. Recebi o Estado com mais de R $1,1 bilhão em débitos na Agespisa. Vou fazer a revisão dessa conta e ver o que tem de ilegalidade, pois a conta vem asfixiando a vida da empresa, impedindo que esta cumpra a sua função, que é de levar abastecimento e fornecimento de água para a população”, disse o governador ao ODIA.

Já existe uma lei que trata da incorporação de empresas do Estado à Emgerpi (Empresa de Gestão e Recursos do Piauí), que foi utilizada para transformar criar a Agência de Desenvolvimento Habitacional (antiga Cohab), o Idepi (Instituto de Desenvolvimento do Piauí), a Comepi (Companhia Editora Piauí) e outros. Nestes casos, a mudança ocorreu sem grandes problemas e a legislação garantiu direito aos trabalhadores das antigas empresas.
Por: João Magalhães – Jornal O Dia

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