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Credores prorrogam prazo para OAS concluir negociações

Reunidos em Assembleia Geral nesta semana, em São Paulo, os credores do Grupo OAS decidiram postergar a votação do plano de recuperação da empresa para o dia 3 de novembro. A empresa era responsável pelas obras de tratamento e afastamento do esgoto em Marília, mas cujo contrato está suspenso após o envolvimento da empresa na operação Laja Jato, da Polícia Federal.

Prefeito Vinicius decidiu suspender o contrato com a OAS

A prorrogação de prazo permitirá que a OAS prossiga com as negociações para o ajuste final do plano de recuperação. Ele define a nova dívida – inclusive prazo, juros e cronograma de amortização dos débitos –, que será paga com o fluxo de caixa gerado pela Construtora OAS e com os valores obtidos com os ativos à venda, entre os quais sua participação na Invepar (24,44% do negócio).

O Grupo OAS apresentou em 31 de março pedido de Recuperação Judicial de nove de suas empresas à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, solicitação que foi acatada pela Justiça no dia seguinte (1º de abril).

A iniciativa foi o melhor caminho encontrado pelo Grupo OAS para vender seus ativos e avançar para a renegociação de suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o fim do ano passado para o setor de infraestrutura.

OBRAS EM MARÍLIA – A OAS era a empreiteira responsável pelas obras de afastamento e tratamento do esgoto na cidade. Mas, com as denúncias de envolvimento de seus diretores no esquema de corrupção descoberto na operação Laja Jato, o contrato foi suspenso.

Agora, com a sua proposta de concessão dos serviços de água e esgoto à iniciativa privada, o prefeito Vinicius Camarinha defende o rompimento desse contrato caso consiga a aprovação da proposta na Câmara e também o apoio da maioria das lideranças marilienses. Mas, a proposta enfrenta grande resistência.

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