saneamento basico

Elaboração do Plano Municipal de Saneamento está na reta final

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Lucas do Rio Verde (Saae) promoveu uma audiência pública para apresentar e debater o levantamento preliminar do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).

A engenheira sanitarista Camila Vacari, da UFMT, foi quem apresentou os dados levantados nos últimos meses.

“Nós fizemos levantamento nos quatro componentes que compõem o saneamento, de acordo com a lei: sistemas de abastecimento de água, sistema de abastecimento de esgoto, toda parte de drenagem urbana e manejo de águas pluviais e ainda o manejo e gestão de resíduos sólidos. Estamos apresentando a situação atual desses sistemas, os problemas, como solucioná-los e elencando as prioridades.”

Durante a apresentação, a engenheira destacou que alguns problemas verificados durante o levantamento já foram solucionados pelo Saae e que o documento apresenta ainda outras ações que a autarquia deve executar.

“Com relação a água, o Saae ainda não tem a medição da água que é produzida em totalidade, e isso é importante para fazer um balanço do quanto é produzido e quanto é consumido.

Sobre o esgoto, nós temos cinco estações elevatórias, três estações de tratamento em operação e o sistema já está necessitando ser ampliado; hoje atende 39% da população.

A médio e longo prazo acreditamos que Lucas conseguirá atender 100%.

Com relação aos resíduos sólidos, reforçamos a importância da educação ambiental para que o lixo seja melhor separado e reaproveitado, gerando renda e economizando recursos públicos”, comentou.

Segundo o diretor do Saae, Raimundo Dantas, o plano prevê ações para os próximos 20 anos.

“Esse é um diagnóstico do município e que precisa de validação. O Município não está investindo recursos na elaboração do plano, que está sendo realizado através de parceria entre a prefeitura, Funasa, Secretaria de Estado de Cidades de Mato Grosso e a UFMT. Com a publicação da Lei n.º 11.445/2007, a Lei de Saneamento Básico, todas as prefeituras têm obrigação de elaborar seu Plano Municipal de Saneamento Básico, com risco de não receber recursos federais para projetos de saneamento básico”.

O Plano Municipal de Saneamento Básico é um conjunto de diretrizes, estudos, programas, projetos, prioridades, metas, atos normativos e procedimentos, que avalia o estado de salubridade ambiental, inclusive da prestação dos serviços públicos a ela referentes e define a programação das ações e dos investimentos necessários para a prestação dos serviços de saneamento básico.

O documento será entregue em uma conferência à Câmara Municipal para aprovação dos vereadores.

Fonte: MT Agora.

Últimas Notícias:
Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

São Paulo, 11 de junho de 2026 – A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na capital paulista. Passa por um “upgrade tecnológico” que contribuirá com a ampliação do tratamento em 148% – de 2,5 milhões para 6,2 milhões de litros por segundo. Com novos equipamentos e processos, a ETE, inaugurada há 28 anos, poderá crescer sem aumentar a área de 190 mil metros quadrados que ocupa na zona norte de São Paulo, uma das mais adensadas da capital.

Leia mais »
Estudo aponta que Holambra acumulou R$ 278 milhões em ganhos socioeconômicos com avanços no saneamento

Estudo aponta que Holambra acumulou R$ 278 milhões em ganhos socioeconômicos com avanços no saneamento

Levantamento do Instituto Trata Brasil detalha os impactos positivos na saúde, no turismo e na valorização imobiliária do município. A expansão da infraestrutura de saneamento básico em Holambra (SP) gerou um impacto positivo de R$ 278 milhões para o município entre 2013 e 2024. Os dados são do novo estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento em Holambra”.

Leia mais »