saneamento basico

Estatal consegue descontos de até 20% em licitação

O projeto da Cedae para levar água para a Baixada Fluminense é, provavelmente, o maior da área de saneamento em execução no país. Segundo o presidente da empresa, Jorge Briard, isso mostra uma realidade bem diferente da que havia em anos recentes. Ele prefere não fazer nenhuma correlação com os efeitos da operação Lava-Jato, mas diz que nenhuma das maiores empreiteiras do país saiu vitoriosa.

A empresa registrou número record de participantes e está conseguindo descontos entre 15% e 20%. As contratações começaram no segundo semestre de 2015 e algumas licitações chegaram a ter 14 participantes. “Nunca vi isso antes”, afirma.

Segundo Briard, o dinheiro que está sobrando no projeto de R$ 3,5 bilhões, dos quais R$ 3,1 bilhões são recursos de um empréstimo da Caixa Econômica Federal (CEF), será usado para aumentar o número de ligações. “Contratamos a Contec Engenharia, de Minas Gerais; a Telar Contract, de São Paulo; e a Alianza e a Spectro, do Rio. São empresas que já prestaram serviços em outros Estados, mas nunca tinham atuado para a Cedae”, conta, garantindo que consultou operadoras de água e esgoto para ter segurança na contratação.

De acordo com o diretor financeiro da Cedae, Hélio Cabral, os empréstimos tomados para realizar esse investimento vão elevar seu endividamento, que deve subir de 1,17% do Ebitda, em 2014, para 2,45%, em 2020.

Embora considere os níveis adequados para uma empresa que teve R$ 1 bilhão de Ebitda entre janeiro e setembro, ele diz que a companhia está procurando modelos alternativos para viabilizar outros investimentos necessários, como o saneamento de comunidades como Maré, Alemão e Rocinha, entre outras, e um novo sistema de tratamento de água e distribuição para a região de São Gonçalo e Itaboraí.

“Até o meio do ano teremos os estudos de viabilidade para a PPP das Favelas. Queremos licitar ainda este ano”, diz o executivo.

São cerca de 500 mil habitantes em 160 domicílios nas comunidades que já têm Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e que têm status de bairro. Os estudos serão feitos por meio de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) cujo edital será publicado ainda no primeiro trimestre, garante Cabral.

“Estamos recebendo várias empresas interessadas, inclusive algumas estrangeiras, que atuam na África, na Rússia e nos dizem não temer os riscos de atuar nessas áreas”, completa.

Fonte: Valor
Foto: Google

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