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Pezão perde confiança na CEDAE, o que deixa privatização mais próxima

No dia 21 de dezembro, os servidores públicos do Rio de Janeiro se reuniram com o governador Pezão para discutir o pagamento do 13º salário, as datas dos pagamentos futuros e a redução dos investimentos no serviços públicos, como educação e saúde. O delegado sindical do STIPDAENIT Ary Girota também participou da reunião, representando o sindicato.

No momento em que teve o direito à fala, Ary perguntou ao governador porque o governo tem dinheiro para fornecer à CEDAE R$ 250 milhões para o Plano de Demissão Voluntária (PDV) e R$ 12 milhões para a contratação da empresa Emissão, que desenvolve serviços de saneamento perfeitamente executáveis pela própria CEDAE, mas não investe na companhia.  “O senhor ainda não entregou a CEDAE como uns tem dito que vai ser entregue. O Picciani (presidente da Alerj) falou na minha cara e na de todos os companheiros que a CEDAE tem trabalhadores ineficientes”, completou Ary.

Ary ainda questionou os motivos de o Governo do Estado pretender abrir mão da operação do esgotamento sanitário, entregando-o à iniciativa privada no modelo de PPP. “A CEDAE é uma empresa que o senhor não precisa fazer propaganda, pois vende água. Como que uma empresa de saneamento hoje pretende abrir mão da parte de esgoto sanitário? Sabemos que o ciclo é fechado (tratamento de água e esgoto) e dá lucro”.

A resposta de Pezão foi curta, mas clara o suficiente: o governador não confia na CEDAE. “Ary, eu fui no meu limite. Eu esperei a vida inteira e ninguém mais do que eu apostou na CEDAE, mas eu não posso continuar fazendo água mal, deixando a Baixada Fluminense inteira sem água e a gente ainda não tem a perspectiva de fazer o esgoto”.

Ary interrompeu o governador rapidamente para sugerir que ele acabe com a terceirização dentro da empresa para torná-la mais eficiente. “Não, não vai resolver”, respondeu Pezão. “Não é minha vontade vender (a CEDAE), tenho reafirmado isso, mas a empresa tem que melhorar”, terminou o governador.

Esse diálogo não deixa dúvidas: Pezão não confia no trabalho desenvolvido pela CEDAE e é questão de tempo para que se torne plenamente favorável à privatização. Além disso, ainda tirou o corpo fora e jogou toda a responsabilidade pelo sucateamento da empresa nas costas da direção e dos trabalhadores. Se em reunião anterior entre a mesma comissão de servidores e o presidente da Alerj, Jorge Picciani, este disse que Pezão era o único da cúpula do PMDB contra a privatização da CEDAE, essa situação pode mudar nos próximos meses.

O ano de 2016 começará tenso para os cedaeanos, pois as ameaças de privatização, ainda mais com essa crise financeira enfrentada pelo Estado, continuam a todo vapor. Vamos nos manter atentos e unidos quando for a hora de irmos às ruas defender a CEDAE pública e nossos empregos. O STIPDAENIT vai continuar mantendo todos informados e fazendo reuniões na base para mobilizar a categoria. Juntos, somos mais fortes!

Fonte: Stipdaenit

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