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Sanepar aposta na redução das emissões de metano em ETEs

Entre as empresas que realizaram voluntariamente o inventário para calcular a emissão de gases de efeito estufa e que foram contempladas pelo selo Clima Paraná em 2016, a Sanepar foi a que mais emitiu as substâncias. No total, a companhia emitiu 950.529,28 toneladas de gases de efeito estufa no ano, conforme informações da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), que concedeu o selo na categoria “Prata” pelas informações levantadas.

Charles Carneiro, professor do mestrado em Governança em Sustentabilidade da Isae/FGV e gerente da unidade de Esgoto da Sanepar em Curitiba e Região Metropolitana, explica que o alto índice de emissões vem das estações de tratamento de esgoto, que por utilizarem o sistema anaeróbio geram grandes quantidades de metano, que tem um potencial de provocar aquecimento global 25 vezes maior que o gás carbônico.

“A Sanepar tem tomado medidas para reduzir a emissão de metano”, destaca o gerente, explicando que a principal ação é a instalação de queimadores nas estações de tratamento para converter metano em gás carbônico, o que reduz o potencial de aquecimento de 25 para 1.

“Estudamos também a possibilidade de transformar o metano em combustível”, antecipa. Outro projeto, segundo ele, é substituir os queimadores comuns por equipamentos de alta eficiência, mas que custam muito caro. Um queimador com eficiência máxima de 50% custa em torno de R$ 4 mil. Já o equipamento com resultados de 100% custam R$ 500 mil. “Buscamos parceria com empresas para produzir queimadores mais baratos”, relata.

Carneiro pontua que a companhia avalia a possibilidade de substituir o sistema de tratamento atual – mais barato, porém com menor qualidade no tratamento – pelo sistema aeróbio, que é mais eficiente porém consome mais energia. “O maior objetivo seria produzir um efluente de melhor qualidade”, diz.
No dia a dia, as equipes da companhia observam os efeitos das mudanças climáticas em situações que eram distantes e ficam cada vez mais próximas.

Um exemplo é o chamado efeito de cunhas salinas provocadas pela elevação do nível do mar. “Hoje já adentram no continente e chegam perto de pontos de captação de água”, afirma.

Fonte: Folha de Londrina

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