Água tratada e coleta de esgoto aumentam após lucro da Sanepar

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) divulgou os resultados do exercício de 2014, quando foram implantadas 92.987 ligações de água e 92.259 de esgoto. Estes números refletem taxas de crescimento no total de clientes acima de 5%.

O aumento na prestação de serviços, a busca pelo realinhamento tarifário e a gestão dos gastos permitiram à Companhia encerrar o ano com lucro líquido de R$ 422 milhões. Em 2013, o lucro líquido foi de 403 milhões.

“Toda empresa de saneamento precisa ser rentável para poder investir em projetos sustentáveis de água e de esgoto e, assim, atender as demandas da população” destaca o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche.

Durante o ano, os investimentos da Sanepar em obras de pequeno e grande porte chegaram a R$ 954 milhões, sendo R$ 468 milhões (49,1%) em sistemas de esgoto, R$ 408,6 milhões (42,8%) em sistemas de água, além de outros investimentos, como os aplicados na gestão de resíduos sólidos. Entre as centenas de obras executadas em todas as regiões do Estado, destaca-se a duplicação do Sistema Tibagi, que abastece Londrina e Cambé.

Com as obras feitas ao longo do ano, a Companhia manteve, para 100% da população, a cobertura com água tratada nas sedes urbanas e elevou para 65% a coleta do esgoto doméstico. Do volume coletado, 100% são encaminhados para tratamento. Estes índices estão bem acima da média nacional. Segundo estudo do Ministério das Cidades, divulgado em dezembro de 2014, a média nacional entre os 5.035 municípios que participam do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) alcança com coleta 56,3% da população urbana. Do volume coletado, apenas 69,4% é tratado.

ATUAÇÃO – A Sanepar atua em 345 dos 399 municípios do Paraná e em Porto União (SC), atendendo 10,8 milhões de pessoas com água tratada, coletando e tratando o esgoto doméstico de mais de 7 milhões de paranaenses.

Para garantir o abastecimento público, a Sanepar conta com a infraestrutura formada por 168 estações de tratamento de água (ETAs) e 1.019 poços, onde, na grande maioria, é necessário que os empregados trabalhem 24 horas para não faltar água nas torneiras. Já o esgoto é tratado em 234 estações de tratamento (ETEs).

A participação da Sanepar na gestão dos resíduos sólidos alcança 250 mil habitantes urbanos, com gestão, coleta e destinação final dos resíduos sólidos em Cianorte e em Cornélio Procópio, e a destinação final e gestão dos resíduos de Terra Boa, São Tomé e Apucarana.

Graças às técnicas adotadas na operação do Aterro Sanitário de Cianorte, a Sanepar conquistou a ISO 14001 no segmento de resíduos sólidos. É a primeira empresa pública a obter esta certificação no Brasil para este escopo.

Para ampliar as condições de atendimento à população, a Sanepar coopera com as prefeituras na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), exigido pelo governo federal. Dos atendidos pela Sanepar, 244 municípios (70%) já concluíram o documento que norteia o planejamento da cidade e estabelece diretrizes para os quatro serviços do saneamento básico: água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana.

O PMSB também é importante para a renovação da concessão dos serviços. Até agora, 125 municípios assinaram com a Sanepar o Contrato de Programa, no qual são estabelecidas as metas de cobertura com água tratada e coleta do esgoto doméstico.

ATENDIMENTO AO CLIENTE – O balanço da Sanepar também apresenta as ações realizadas para ampliar o atendimento ao cliente e na gestão pela qualidade, que resultaram em vários prêmios para a instituição.

“Com responsabilidade e o olhar voltado para o futuro, a Companhia enfrenta os novos desafios, entre eles os que exigem sustentabilidade econômica e ambiental”, diz Mounir, enfatizando o ingresso da Companhia em uma nova vertente de oportunidade de negócio: a criação da CS Bioenergia, em composição com a empresa Cattalini, que irá produzir energia a partir dos resíduos gerados pela Estação de Tratamento de Esgoto Belém, em Curitiba.

A Companhia de Saneamento do Paraná tem como acionista majoritário o Governo do Estado, detentor de 74,9% das ações ordinárias. O restante do capital votante (24,7%) pertence à Dominó Holdings e 0,3% a outros investidores.
Fonte: AEN

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