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Amapaense consome 60% mais água que a média nacional, afirma Caesa

Enquanto cada habitante de grande parte do país consome, em média, 160 litros de água por dia, no Amapá, o consumo médio de cada cidadão é 60% superior à média nacional, ou seja, cerca de 250 litros por habitante por dia. Os dados nacionais são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Já os números sobre o consumo do amapaense são da companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), com base na produção diária de água tratada e o número de habitantes de Macapá, que são atendidos pelo serviço. No Amapá, a média de consumo atual é pouco abaixo da média do Rio de Janeiro (236,3 litros por habitante), considerada a maior do Brasil.

O exagero dos amapaenses reflete diretamente no abastecimento de cidades, como Macapá, Santana e outras. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente 60% da população de Macapá é atendida pela rede de abastecimento de água da Caesa.

A companhia vem trabalhando no limite para atender esse número da população, porém se o consumo fosse o mesmo da média nacional de 160 litros por habitante por dia, a água produzida atenderia 93% da população da capital, numa cobertura comparada ao sul e sudeste do Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, um mês após o início da política de incentivo à redução de consumo de água, foi possível economizar, em média, 1.985 litros por segundo – o equivalente a 14 banhos de 15 minutos -. Considerando a média diária de consumo por pessoa na região, que é de 161 litros, a cada dia seria possível abastecer cerca de 1,065 milhão de pessoas, com a economia obtida de 1.985 litros por segundo.

Água Para Todos
O excesso de consumo por parte dos amapaenses, resultado da adoção de hábitos esbanjadores por parte de considerável parcela dos consumidores ligados a rede, tem preocupado o Governo do Estado, que vai atuar no sentido de mudar a postura desses consumidores no uso da água, buscando alertar para o uso racional e consciente. No próximo dia 21, durante a programação de inauguração do sistema de abastecimento de água de Santana, o governador Camilo Capiberibe realizará o lançamento do Ano da Água no Amapá.

O programa será desenvolvido em escolas, associações de moradores, órgãos públicos, sindicatos, e onde o governo possa levar o tema sobre o uso racional da água até a população. Diversos órgãos integram o programa, entre eles, Caesa, Seed, Sema, Sims, Segov, Setur e Sesa.

Para o presidente da Caesa, Ruy Smith, tanto os investimentos realizados pelo governo em abastecimento de água, quanto a sensibilização sobre o uso racional são importantes para a melhoria na prestação do serviço realizado pela companhia. “Não adianta o governo investir milhões na infra de produção e tratamento, se a população não for sensibilizada para o consumo racional. Amplia-se, no investimento, as perdas existentes, na mesma proporção“, defende Ruy Smith.

Clandestinidade
Segundo dados da Caesa, a clandestinidade responde, sozinha, por 40% das perdas totais da companhia. A empresa afirma que de cada dez consumidores, quatro são clandestinos, ou seja, consomem a água da empresa, mas não estão registrados no cadastro comercial, não recebendo conta de consumo e não contribuindo, portanto, com o pagamento da tarifa da água consumida.

Este fato desequilibra as finanças da Caesa, impedindo que a mesma responda rapidamente a todas as demandas existentes sobre seus serviços. Aliada a clandestinidade, ocorre o desperdício, pois é fato conclusivo que não há qualquer preocupação do consumidor clandestino em economizar, visto que esse consumidor não paga pela água consumida.

Fonte: Amazônia Brasil Rádio Web
Veja mais: http://chicoterra.com/2014/03/16/amapaense-consome-60-mais-agua-que-a-media-nacional-afirma-caesa/

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