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Após queda no nível do rio, Campinas precisa de Cantareira

Após registrar queda na vazão do Rio Atibaia, usado para abastecer 95% de Campinas (SP), a Sanasa recorreu ao estado pela primeira vez, neste ano, para solicitar a liberação de mais água do Sistema Cantareira. O nível do manancial chegou a quase 7,2 m³/s na tarde desta quarta-feira (15), mas a empresa afastou risco de cortes no serviço. A cidade utiliza aproximadamente 3,5 m³/s.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), nesta quarta-feira o Sistema Cantareira liberou 0,6 m³/s às bacias do interior de São Paulo. Por causa da crise, uma resolução publicada pelo órgão no dia 2, em conjunto com o Departamento de Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), prevê liberação de 0,5 m³/s a, no máximo, 1,5 m³/s.

Mais água em dez dias?

“A situação é confortável, não há risco de desabastecimento”, frisou o coordenador de comunicação da Sanasa, Marcos Lodi. Segundo ele, o acréscimo na vazão deve ocorrer em até dez dias, após aval do Daee, e ela é necessária para evitar que haja maior concentração de poluentes.

“Com a liberação de mais água, evita-se queda da oxigenação no rio. Se a qualidade piora, também há gastos adicionais com tratamento”, explicou Lodi. A assessoria do Daee não comentou sobre o pedido da Sanasa até esta publicação.

Consequências da baixa vazão

Em janeiro, quando a vazão do manancial chegou a 4,4 m³/s – fluxo mais baixo em 2015 – a Sanasa precisou elevar a dose de cloro de 10 para 60 miligramas por litro, antes de fornecer a água aos consumidores da cidade. À época, segundo a empresa de abastecimento, não foi preciso pedir “reforço” ao estado porque a frequência de chuvas era superior.

A vazão recorde do Atibaia desde o início da crise, de 53,7 m³/s, ocorreu há um mês. O Cantareira se manteve estável nesta quarta-feira, com 19,9% da capacidade, segundo a Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp).

Plano de rodízio

A Sanasa definiu um plano de racionamento para Campinas que prevê corte de até 72 horas no fornecimento se o nível do rio Atibaia chegar a 1,5 m³/s. Nele são projetadas três etapas de rodízio, que mudam de acordo com a vazão do manancial, segundo a empresa.

O rodízio terá início se o nível do rio chegar a 3,5 m³/s no ponto de captação da Sanasa, em Campinas. Neste caso, os moradores receberiam água por 24 horas e, nas 24 horas seguidas, teriam corte no fornecimento. Se ficar entre 2,5 m³/s e 2 m³/s, o racionamento será de 48 horas e com revezamento em três regiões. Já na situação mais crítica, com menos de 1,5 m³/s, os moradores ficam até 72 horas sem.

 

Fonte: G1

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