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Biogás que move caminhão de lixo de Toronto vem dos resíduos que ele coleta

Iniciativa permite queda de custos e reduz a pegada de carbono da maior cidade canadense

Com novos equipamentos de atualização de biogás entrando em ação nas instalações de gerenciamento de resíduos sólidos de Dufferin (Dufferin Solid Waste Management Facility), a cidade canadense de Toronto e a empresa Enbridge vão atingir um patamar diferenciado na gestão do lixo, informa a rede noticiosa canadense CBC. Os equipamentos possibilitam a transformação do biogás produzido a partir dos resíduos em gás natural renovável (RNG, na sigla em inglês) e a introdução desse gás na grade de gás natural. Uma vez na rede, a cidade pode usar o RNG para abastecer seus caminhões de coleta.

Um dos primeiros projetos do gênero no Canadá e na América do Norte, a iniciativa de Toronto permitirá à cidade reduzir os custos de combustível para sua frota de caminhões de coleta e diminuir significativamente sua pegada de carbono. As estimativas atuais sugerem que as instalações da Dufferin RNG produzirão aproximadamente 3,2 milhões de metros cúbicos de RNG por ano, o suficiente para abastecer a maioria da frota de coleta de resíduos sólidos da cidade, composta por 170 caminhões.

Segundo as autoridades da cidade, “o RNG também é menos caro e mais ecológico que os combustíveis fósseis, como o diesel. Uma vez injetado no gasoduto, ele pode ser usado para abastecer veículos ou fornecer eletricidade ou calor a residências e empresas”.

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Economia circular

“O RNG gerado a partir de resíduos de alimentos é considerado negativo em carbono, porque a redução nas emissões por não extrair e queimar combustível à base de petróleo e as emissões evitadas por não enviar orgânicos para aterros sanitários excedem as emissões diretas associadas à produção e uso de RNG”, acrescentam as autoridades.

O projeto apoia a Estratégia de Gerenciamento de Resíduos de Longo Prazo da cidade e avança em direção a uma economia circular, usando uma abordagem em circuito fechado, na qual caminhões de coleta de produtos orgânicos podem, finalmente, ser movidos pelo resíduo que coletam.

O sistema é apenas a primeira de quatro oportunidades de produção de resíduos para RNG identificadas pela cidade. Nos próximos anos deverão surgir outras novidades nesse sentido.

Fonte: Revista planeta.

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