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Brasil pode demorar mais 100 anos para universalizar coleta e esgoto, conclui Instituto Trata Brasil

O Brasil vai demorar mais de 100 anos para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto se mantiver o atual ritmo de investimento em saneamento básico. Essa foi a conclusão de um levantamento do Instituto Trata Brasil.

Em 2013, menos da metade da população era atendida pela coleta de esgoto e o índice de tratamento era ainda menor: apenas 39%.

A Região Norte é a que mais despeja esgoto sem tratamento: 82% do total. O Sul vem logo atrás, com 60%. Em seguida, vem o Nordeste e o Sudeste. Por último, Centro-Oeste tem a menor taxa. Mesmo assim, devolve para a natureza 30% do esgoto sem tratamento.

O estudo também fez um ranking avaliando a qualidade do saneamento básico nas 100 maiores cidades do país.
A cidade de São Paulo está na 34ª colocação no ranking. Um dos problemas é a falta de ampliação da rede de tratamento de esgoto. Pelo levantamento, pouco mais de 51% do esgoto coletado é tratado.

Apesar disso, esse número é muito acima de municipios como Porto Velho, capital de Rondônia, que não trata nada de esgoto. Das 20 cidades que estão no fim da lista, cinco não investiram nem um real em coleta e tratamento de esgoto entre os anos de 2009 e 2013. E isso reflete na economia e no desenvolvimento da população.

“Além dos impactos na saúde, nós temos um impacto brutal na educação. As crianças sofrem constantemente com essas doenças e aprendem menos na escola. O valor dos imóveis cai. Então, o bairro que não tem saneamento, as casas têm um valor menor. Você tem um impacto brutal no turismo. Então o saneamento é transversal. Ele melhora a cidade como um todo. Infelizmente muitas autoridades preferem não olhar para isso”, aponta Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil.

 

 

Fonte: G1

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