saneamento basico
esgoto

Falta de saneamento básico traz transtornos e desencadeia doenças desconhecidas

Medidas não estruturais poderiam ser aplicadas, o que minimizaria boa parte dos transtornos recentemente registrados na Capital.

Segundo a conclusão da pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Belém está entre as regiões que possuem o pior saneamento básico do País. Se considerarmos apenas as capitais brasileiras, Belém é a 4ª pior no que se diz respeito aos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e de coleta de resíduos, somente a frente dos quadros anotados em Porto Velo (RO), Teresina (PI) e Macapá (AP).

A situação se agrava em dias de chuva, pois a cidade alaga a ponto de tirar o direito de ir e vir das pessoas, transformando as ruas em verdadeiros pontos de lixos misturados com dejetos e expondo a população à riscos mais sérios. Contudo os alagamentos não são causados apenas pela maré alta e a chuva, pois especialistas da área de planejamento urbano apresentam estudos que sugerem que algumas soluções de prevenções poderiam ser implantadas, o que evitaria boa parte de todo os transtornos que a população paraense sofre, principalmente nos dias de chuvas.

Além da população sofrer os danos causados pelos alagamentos, existe outro agravante que deve ser destacado, pois a ineficácia no fornecimento e investimento em serviços de saneamento básico influencia diretamente na saúde da população e em sua qualidade de vida, os expondo a doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado e provocando consequentes gastos com a saúde pública.

Medidas não estruturais poderiam ser aplicadas, o que minimizaria boa parte dos transtornos recentemente registrados na Capital. Entre elas, estão soluções mais sustentáveis para os padrões de canais de drenagem, as chamadas “infraestruturas verdes”; ampliação da arborização urbana; educação ambiental e utilizar bacias hidrográficas como unidade de planejamento territorial, de forma a aumentar a permeabilidade do solo.


LEIA TAMBÉM: MEIO AMBIENTE URBANO E SANEAMENTO BÁSICO


Qualidade de Vida

Ultimamente temos ouvido falar muito nos bairros planejados, que é um conceito que chegou em Belém para trazer benefícios e melhorias aos moradores.

Os bairros exploram vantagens, como, oferecer melhor qualidade de vida e comodidade, pois sem precisar ir longe de casa, você poderá morar, divertir-se e ter acesso a vários serviços dentro do próprio bairro.

Focando na facilidade do dia a dia por meio de infraestrutura completa, com serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto, vias asfaltadas, ciclovias e explorando muito as áreas verdes, o que traz muitos beneficios na vida do cidadão, com praças bosques.

Atualmente, projetos como o do Bougainville Belém trazem exatamente a proposta que a cidade necessita. Só no que se refere ao esgoto, a mudança será notória, traz soluções com o seu sistema de esgoto, água e de escoamento da chuva que são separados, impedindo o risco de contaminação e melhorando o fluxo da chuva. Assim, também é possível evitar maiores contratempos, como alagamentos.

Além disso, o projeto conta com Estação de Tratamento de Água (ETA) e Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) próprios. Isso significa que a água que vai chegar nas casas será tratada, assim como o esgoto que será devolvido à natureza livre de rejeitos. Com isso, a rede de esgoto em Belém, que atualmente alcança 13,56% da população, crescerá, o que proporcionará melhores chances na qualidade de vida.

Conversamos com o Engenheiro Lucas Athayde, responsável pela obra do Bougainville, e ele

“Quem viver no Bougainville Belém terá a sensação de qualidade de vida, muito conforto, e funcionalidade devido ao acesso à infraestrutura e segurança. Itens fundamentais pensados!”

Fonte: Diário Online.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS: O PROTAGONISMO DO PLÁSTICO NO SANEAMENTO

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »