saneamento basico

Um fórum contra o desperdício anual de € 850 bi em comida

Da urgência da fome que hoje ainda assola quase 1 bilhão de pessoas, passando pelas doenças causadas por alimentos contaminados até o desperdício de comida, as discussões se iniciaram em 2016, por iniciativa do próprio governo da Dinamarca.

Começa nesta quinta-feira, dia 30 de agosto, em Copenhague – Dinamarca, o World Food Summit, fórum internacional que se propõe a criar soluções em escala para os vários problemas que circundam os sistemas de produção e consumo de alimentos no mundo.

desperdicio-de-comida

Com a duração de dois dias e a participação de dezenas de especialistas, empresários, gestores públicos e ativistas da causa alimentar, a terceira edição do encontro vai girar em torno de três temáticas : o tipo informação sobre os alimentos disponível aos consumidores, e como isso pode impulsionar escolhas mais saudáveis; o nível de segurança dos alimentos, diante de 420.000 mortes anuais em decorrência de comida contaminada; e o desperdício, que joga no lixo cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo todos os anos. Para além da crescente demanda mundial por alimentos, que deve saltar em 70 % até 2050 e, por si só, já põe em xeque a oferta de terra e água para a agricultura em regiões rurais, o fórum foca o consumo de alimentos em áreas urbanas, de supermercados a restaurantes, onde grande parcela das milhares de toneladas de comida desperdiçadas por ano vai para o lixo. O caso da própria Dinamarca, referência na redução de desperdício de alimentos, vem baseando as discussões. Na comparação com 2010, o país já reduziu em 30 % seu desperdício. Em setembro, criará um fundo de incentivo a projetos que se proponham a minimizar ainda mais esse problema, com uma verba inicial de 670.000 euros. É cada vez mais comum encontrar nos supermercados locais espaços batizados de “stop food waste areas” ( pare de desperdiçar, numa tradução livre ). Nelas são vendidos alimentos que estão próximos do m do prazo de validade, e também aqueles considerados feios, mas que servem perfeitamente. Segundo a ONU, o prejuízo decorrente dos alimentos desperdiçados equivale a 850 bilhões de euros, o que representa também cerca de 8 % das emissões globais de gases do efeito estufa.

Fonte: Exame

 

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »