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Gesa e Galpar propõem venda de ativos para quitar dívida bilionária

A Galvão Engenharia (Gesa) e sua controlada, Galvão Participações (Galpar) detêm, juntas, uma dívida bilionária, conforme informado no plano de recuperação judicial apresentado hoje à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que deverá ser quitada com a venda de ativos e recebíveis das companhias.

Serão colocados à venda as participações da Galpar no capital social da CAB Ambiental (de 66,58%) e  no capital social da concessionária Galvão BR-153 (de 100%).

Também será negociada a Pedreira, filial da Gesa localizado no município de Arujá, no interior de São Paulo. Além de ser proprietária do terreno, a filial é titular de licença para exploração de lavra para atividade de extração de agregados minerais. Tanto o terreno quanto o direito de exploração serão negociados.

Como o objetivo de fortalecer o caixa, as empresas se reservam o direito de ficar com um terço do valor resultante da negociação da participação na CAB mais o valor do desencaixe inicial, “independentemente da origem desses recursos”.

O plano ainda prevê a disponibilização dos recebíveis dos contratos com a Petrobras como forma de pagar seus credores.

Conforme informações do documento, a Gesa possui uma dívida de aproximadamente R$ 374 milhões com fornecedores. A dívida bancária, por sua vez, gira em torno de R$ 605 milhões. Ainda por conta das demissões realizadas nos últimos meses, a empresa relata R$ 21 milhões em dívidas a título de verbas recisórias trabalhistas.

Apenas neste ano, a companhia demitiu 1,7 mil pessoas.

A Galpar, por sua vez, embora praticamente não possua dívida com fornecedores e prestadores de serviços em geral, conta com um passivo bancário da ordem de R$ 671 milhões em razão da emissão de debêntures.

As companhias destacam que a Gesa é avalista de todas as operações financeiras realizadas pela Galpar, enquanto a Galpar é garantidora de boa parcela da dívida da Gesa e de outras controladas.

A Gesa, diz o documento, ainda é titular de direitos creditórios contra diversos de seus clientes. “Só contra a Petrobras, a Gesa possui direitos creditórios na ordem de R$ 2 bilhões.”

O plano apresentado à Justiça ainda prevê a criação de uma nova companhia, uma sociedade por ações de capital fechado, formada a partir da cisão da Gesa. O capital social da nova empresa será constituído de parcela dos ativos atualmente detidos pela Gesa, consistentes nos recebíveis dos contratos com a petroleira.

A nova empresa vai se tornar titular de uma parte dos passivos concursais da Gesa e da integralidade do passivo concursal da Galpar por via de assunção de dívida.
Fonte: Valor Econômico

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