saneamento basico

Lira explica projeto de lei que garante revitalização do São Francisco

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), justificou os motivos que o levaram a apresentar o projeto de lei (PLS 429/2015) que visa garantir a revitalização do Rio São Francisco. O PLS foi apresentando ontem pelo senador paraibano no Senado Federal.

Raimundo Lira que preside Comissão Temporária para Acompanhamento das Obras de Transposição e Revitalização do São Francisco, disse que o Velho Chico precisa ser revitalizado para levar água para mais de 12 milhões de nordestinos. Para Raimundo Lira, a hora de agir é agora, enquanto a obra de transposição está em andamento. Ele cobrou empenho do governo nesse sentido, e alertou que as atividades a serem econômicas a serem desenvolvidas na região após a transposição, pode ficar comprometidas caso o rio não seja revitalizado.

“Urge atuar tempestivamente para reverter o sombrio futuro a que está destinado o “Velho Chico”, se nada for feito. É preciso empenho de todos os agentes políticos para que essa catástrofe anunciada seja evitada. Não haverá qualquer atividade econômica, sem que o rio esteja ambientalmente saudável, mormente a geração de energia. É preciso revitalizá-lo, recuperar nascentes, recuperar matas ciliares, livrá-lo da poluição trazida por eflúvios in natura, entre outras ações urgentes”, alerta o parlamentar paraibano.

Ele enfatizou que todo esse esforço demanda recursos financeiros de grande monta.

Recentemente em pronunciamento no Senado, Raimundo Lira disse que “revitalizar o Rio São Francisco é fundamental para que a transposição das águas do Velho Chico não seja inócua para o Nordeste.” Ele afirmou ainda que a Paraíba está vivendo uma grande crise hídrica. O problema é tão sério, conforme enfatizou o peemedebista, que 18 municípios onde vivem 700 mil habitantes correm o risco de ficar sem água a partir de dezembro. Uma dessas cidades é Campina Grande, a segunda maior do estado e que é abastecida pelo Reservatório Boqueirão, com capacidade de 550 metros cúbicos de água.

“Mas, por não terem sido construídas duas barragens no Rio Taperuá para regulação e contenção do assoreamento, hoje esse reservatório está com 20% de sua capacidade assoreada e com apenas 18% de acumulação de água” observou.

Raimundo Lira espera que não seja cometido mais um erro com o Rio São Francisco.

– A seca é uma realidade do povo sertanejo na Paraíba, para quem ainda é difícil obter água para cozinhar, para beber, para se banhar. A água para lavoura, seja ela de vazante ou de plantação de maior porte, está fortemente comprometida. De acordo com dados da Emater, a Paraíba tinha um rebanho de 1 milhão de cabeças de gado, mas cerca de 40% desses animais foram mortos por causa da estiagem prolongada – disse.

 

 
Fonte: PB Agora

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »