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MP arquiva processo sobre qualidade da água em Umuarama/PR

Análises realizadas, conforme portaria do Ministério da Saúde, não detectaram agrotóxicos na água distribuída na cidade

O Mistério Público do Estado do Paraná promoveu, na semana passada, o arquivamento de Notícia Fato que questionava a qualidade da água fornecida pela Sanepar em Umuarama. O procedimento havia sido aberto, a pedido de quatro vereadores da cidade, após matéria veiculada em um jornal da cidade, em abril de 2019, sobre a presença de agrotóxicos na água.

Durante o procedimento, o Ministério Público consultou a 12ª Regional de Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama, a Secretaria de Saúde do Paraná e a Sanepar. De acordo o Ministério Público, “as informações acerca da existência da presença de 27 diferentes agrotóxicos na água que abastece o município de Umuarama não encontraram ressonância nas informações colhidas ao longo das diligências”.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (12ª Regional de Umuarama), órgão competente para fiscalizar e acompanhar a vigilância e a qualidade da água para consumo humano, não foram detectados agrotóxicos na água. O órgão ressaltou que “(…) tecnicamente não há nenhum indício que comprove o que foi veiculado na mídia a respeito da presença desses agrotóxicos na água para consumo humano”.

O gerente regional da Sanepar em Umuarama, Carlos Henrique Gonçalves, recebeu com tranquilidade a informação do arquivamento do procedimento. “A Sanepar trabalha todos os dias para garantir a qualidade da água distribuída em cada um dos imóveis que atendemos. Seguimos com rigor as normas que estabelecem o padrão de potabilidade e temos corpo técnico altamente profissional. A Sanepar garante que a água de Umuarama é de excelente qualidade”, ressaltou.

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Sem agrotóxico

A Sanepar ressalta que segue rigorosamente a legislação brasileira que determina os parâmetros da potabilidade da água para abastecimento público. Nas análises realizadas pela empresa não foi detectada presença de agrotóxicos acima do Valor Máximo Permitido (VMP) pela Portaria de Consolidação 5, anexo XX, do Ministério da Saúde, conforme histórico disponibilizado a este Ministério.

Matérias veiculadas na mídia utilizaram de forma incompleta as informações do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua).

No momento de registrar os resultados de suas análises, não há no cadastro do Sisagua a opção de informar a não detecção do princípio ativo do composto. O Sistema de Informação aceita apenas o registro como “no limite” em vez de “ausente”. Desta forma, fica registrada a presença de agrotóxico na água, mesmo que não tenha sido detectada, distorcendo a informação.

Quatro laboratórios da Sanepar realizam semestralmente análises de agrotóxicos de todas as localidades atendidas pela empresa, conforme determina a legislação do Ministério da Saúde. São investigados 27 tipos de agrotóxicos e, em todos os testes, os resultados ficam abaixo dos limites permitidos, ou seja, não sendo detectada a presença de agrotóxicos na água distribuída para a população.rio

Fonte: Sanepar.

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