saneamento basico

PT pede apuração de responsabilidade dos diretores da Sabesp por crise hídrica

Os vereadores do PT na Câmara Municipal de São Paulo apresentaram hoje (5) ao procurador-geral do Ministério Público Estadual, Márcio Fernando Elias Rosa, uma representação contra toda a diretoria da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), composta nos últimos dez anos, por ação errônea ou inação frente a seca. Eles pedem que seja aberto um inquérito para apurar possíveis atos de improbidade administrativa. Para os parlamentares, há “relação de causalidade” entre a gestão da companhia e a gravidade da crise.

Segundo o presidente municipal do PT, vereador Paulo Fiorilo, a representação foi bem recebida pelo procurador, que informou já haver outras representações e investigações sobre possíveis responsabilidades pela situação. A representação não é um processo. “É a indicação de fatos e elementos que podem gerar a ação. Por exemplo, durante nove anos a Sabesp deixou de fazer as obras com que se comprometeu, desrespeitou o documento da outorga. Agora o Ministério Público vai analisar isso”, explicou Fiorilo.

Não há elementos novos na representação. A maior parte é oriunda de depoimentos e investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa o cumprimento dos contratos da Sabesp com o município de São Paulo, na Câmara, e de reportagens veiculadas na imprensa. No entanto, até agora, nenhuma das questões apontadas pelos vereadores motivou processos contra agentes públicos.

A ausência de um Plano de Contingência para ações durante situações de emergência, como a que ocorre agora, a falta de investimentos em obras que melhorassem o fornecimento de água na região metropolitana de São Paulo, a ausência de estudos ou projetos que apontem para a redução da dependência do Sistema Cantareira – conforme determinado na outorga para retirada de água dos reservatórios – e o desrespeito às regras do documento de uso do sistema são os principais problemas apontados.

Entre as obras, os petistas destacam o fechamento da barragem de Taiaçupeba, na represa Billings, e a Operação Otimizada, que acresceria 3,4 mil litros de água por segundo ao Sistema Alto, em 2006; o aumento da capacidade de tratamento do Sistema Juquiá-Juquitiba, que aumentaria em 4,7 mil litros por segundo a produção local; e as obras do braço Rio Pequeno, também na Billings, que aumentaria em 2,2 mil litros por segundo a produção do Sistema Rio Grande.

O documento ainda lista uma série de declarações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), à imprensa, e de seus auxiliares, garantindo que não haveria racionamento nem faltaria água em São Paulo. Em 10 de novembro, ao ser perguntado sobre a adoção de racionamento de água, Alckmin assegura que não haverá problema de abastecimento em 2015.

“Não há esse risco. Nós já temos repetido isso desde o início do ano, nós temos em São Paulo um sistema extremamente forte e nós nem entramos na segunda reserva técnica do Cantareira”, afirmou Alckmin, em entrevista coletiva após pedir ajuda financeira à presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, para enfrentar a seca em São Paulo.

Hoje o Sistema Cantareira, o mais atingido pela seca, permaneceu estável em 11,7% da capacidade, considerando duas cotas do volume morto.

 

Fonte: Rede Brasil

Últimas Notícias:

CAGEPA abre consulta pública sobre PPP do saneamento

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) abriu a Consulta Pública nº 01/2025, etapa decisiva para a consolidação da Parceria Público-Privada (PPP) voltada à universalização e modernização dos serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios das Microrregiões de Água e Esgoto do Alto Piranhas e do Litoral.

Leia mais »
Segue até fevereiro consulta pública da NR de diretrizes para reúso não potável de água de efluentes da prestação do serviço de esgotamento sanitário

Segue até fevereiro consulta pública da NR de diretrizes para reúso não potável de água de efluentes da prestação do serviço de esgotamento sanitário

O intuito dessa iniciativa da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) é receber contribuições da sociedade para o aprimoramento da proposta da norma de referência (NR) sobre diretrizes para o reúso não potável de água proveniente de efluentes da prestação de serviços públicos de esgotamento sanitário.

Leia mais »