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Rio Pará pode decretar escassez hídrica

A Bacia Hidrográfica do Rio Pará pode ser a próxima a ter decretado o estado de escassez hídrica pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). No último mês, o órgão avaliou que as regiões prioritárias para o início das medições de volume e vazão de água seriam as bacias do Paraopeba – que abastece a região metropolitana de Belo Horizonte –, e a do Pará, que é responsável por 34 municípios.

Na Grande BH, a escassez hídrica já foi decretada, obrigando a redução de captação de água para consumo humano, irrigação e indústria. A mesma restrição, de 20%, 25% e 30%, respectivamente, pode atingir a bacia do Pará, que abrange uma área de 12,3 mil km² e atende uma população de 920 mil habitantes.

Do total de outorgas concedidas pelo Igam na bacia, 50% são para a irrigação, 27% para o abastecimento público e 22% para o consumo industrial.

Caso o Igam confirme mesmo a intenção de restringir o uso da água no rio, a medida atingirá em cheio o município de Pará de Minas, que há anos vive um colapso no abastecimento de água em função de uma briga contratual com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

De acordo com o prefeito Antônio Júlio (PMDB), com o fim do período chuvoso, a situação irá se agravar ainda mais na cidade. “O município não conta com reservatório de água, e, por isso, sem chuvas, a crise é maior”, afirmou ele.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) não confirmou se as medições já tiveram início na bacia do rio Pará. No entanto, na edição de ontem do “Minas Gerais”, o Igam publicou 16 concessões de outorgas para empreendimentos, sendo que 11 delas são para municípios que integram a bacia do rio Pará.

Além de Pará de Minas, integram a bacia do rio as cidades de Araújos, Bom Despacho, Carmo da Mata, Carmópolis de Minas, Conceição do Pará, Divinópolis, Itatiaiuçu, Itaúna, Nova Serrana, Oliveira, Pitangui, Santo Antônio do Monte dentre outras.

Viçosa

Contínuo. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Viçosa (Saae) informou ontem que o racionamento na cidade da Zona da Mata, que foi decretado no último mês de dezembro, continua.

 
Fonte: O Tempo

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