saneamento basico

Mirassol/SP inaugura estação para tratar 100% do esgoto

ETE Fartura tem capacidade de tratar 162 mil litros de esgoto por hora

Será inaugurada nesta quinta-feira, 4, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Fartura, em Mirassol. A previsão é que dentro de dois meses a cidade passe a ter 100% de esgoto tratado – esse é o tempo que devem levar os testes, a formação de cultura de bactérias e a liberação para funcionamento, emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A cerimônia está agendada para as 10h.

Leia também:Produção de energia renovável para operação de estação de tratamento de esgoto é destaque no congresso da ABES 2019

Toda a água de Mirassol é tratada e todas as residências têm coleta de esgoto, mas ele não era completamente tratado ainda. “Vai ter um impacto ambiental positivo. Você acaba com o lançamento doméstico de esgoto nos rios e traz mais qualidade de vida para a população, acaba com qualquer doença de transmissão hídrica”, afirma Antonio Hércules Neto, diretor de negócios da Sanessol, concessionária responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto do município. “O que se diz na literatura é que, a cada R$ 1 investido em saneamento, economizam-se R$ 9 em saúde. Reflete diretamente nos cofres do município e do Estado.”

Começo das obras e Objetivo

As obras começaram no ano passado e foram investidos R$ 12 milhões. De acordo com Hércules, as chuvas atrasaram a construção – a operação estava prevista para começar em fevereiro. Serão contemplados pela ETE Fartura os bairros Condomínio Tedeschi, Condomínio Fartura, Centro, São José, Renascença, Vale do Sol, Miraflores, Cohab I, Parque da Nascente do São José, São Bernardo IV, San Diego. No total são 11,5 mil moradores. O empreendimento fica em uma área de 15 mil metros quadrados nas proximidades do córrego Fartura.

De acordo com informações fornecidas pela Sanessol na ocasião do início das obras, em agosto do ano passado, em Mirassol são coletados cerca de 175 litros de esgoto por segundo. São tratados 145 litros por segundo, um total de 522 mil litros por hora nas estações Piedade e Fundão, que já estão licenciadas pela Cetesb. Os 20% restantes são jogados diretamente no córrego Fartura, da bacia hidrográfica do rio Tietê. A ETE Fartura terá capacidade de 45 litros por segundo (162 mil litros por hora).

O objetivo é atingir uma eficiência de tratamento de 97% a 99%. Conforme a Sanessol, a tecnologia da ETE é uma junção do sistema biológico e filtração de membranas e desidratação de iodo. Mirassol está localizada em três bacias hidrográficas, por isso a necessidade de três estações de tratamento.

Fonte:Diário da região.

Últimas Notícias:
Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

A Aegea planeja fazer um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões, como forma de reduzir sua alavancagem financeira, que está próxima dos limites de endividamento da companhia. Além disso, a convocação dos sócios para a capitalização, divulgada na terça-feira (7), ocorreu em meio à crise da empresa junto ao mercado financeiro.

Leia mais »
Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal, aprova PL que institui o Programa Nacional do Metano Zero

Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal, aprova PL que institui o Programa Nacional do Metano Zero

Brasília, 07 de julho de 2026 – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal, aprovou nesta terçafeira (07/07) o Projeto de Lei (PL) nº 3.311/2025, de autoria do senador Fernando Dueire (MDB/PE), que institui o Programa Nacional do Metano Zero (MetanoZero). Como próximo passo, o texto será analisado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), também do Senado, em data a ser definida.

Leia mais »
Luta contra desperdício de água inclui ‘robô de Marte’ e cães farejadores

Luta contra desperdício de água inclui ‘robô de Marte’ e cães farejadores

A cada três litros de água tratada que saem de uma estação de saneamento no Brasil, um desaparece antes de chegar à torneira de alguém. Além disso, o indice médio de perdas em 2024 (39,5% segundo estudo do Instituto Trata Brasil e da consultoria Ex Ante). É o dobro do considerado aceitável e bem acima da média de 15% dos países desenvolvidos e poderia ser suficiente para resolver boa parte do déficit que ainda deixa 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável.

Leia mais »