saneamento basico

Sabesp pagará até R$0,13 por m³ de água do Alto Tietê

São Paulo – A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) será obrigada a pagar até R$ 0,13 centavos por metro cúbico de água captado da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.

O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira, 26, pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Edson Giriboni, pelo presidente da Fundação Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (FABHAT), Francisco José Toledo Piza, e pelo presidente da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT), Chico Brito. Por segundo, a Sabesp é autorizada a captar até 38 m3.

Além da concessionária, outras 2,5 mil empresas públicas e privadas que exploram diretamente os recursos hídricos da região também pagarão pela captação.

A maior pagadora, no entanto, será a Sabesp. De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT), 88% dos pagamentos caberão às empresas de saneamento, ou seja, à Sabesp e às demais permissionárias.

Ao setor industrial caberá uma fatia de 11% da cobrança, enquanto outros setores serão responsáveis pelo 1% restante.

A cobrança é calculada com base na soma do volume de água captado (R$ 0,01), do volume de água não devolvido (R$ 0,02) e da carga de poluentes despejada nos mananciais (R$ 0,10).

O valor será cobrado anualmente, podendo ser dividido em 12 parcelas mensais. Em 2014, o valor total será fracionado em até nove vezes, com o primeiro vencimento em 30 de abril.

A estimativa é arrecadar R$ 24 milhões ainda em 2014, R$ 32 milhões em 2015 e R$ 40 milhões anuais a partir de 2016. Os recursos serão utilizados para financiar obras e programas na bacia do Alto Tietê já a partir do ano que vem, explicou Piza.

De acordo com os representantes, a cobrança não significa uma taxação do uso da água. O argumento é de que o valor sobre a captação é um dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos previsto nas Políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos.

Em São Paulo, outras quatro bacias hidrográficas já cobram pela exploração dos mananciais, entre elas as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que compõe o Sistema Cantareira.

Segundo o secretário, a atual crise hídrica “não tem relação direta” com a decisão, que teve seu processo iniciado anteriormente à situação crítica enfrentada hoje pelos principais sistemas de abastecimento da Grande São Paulo.

Exame Abril: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/sabesp-pagara-ate-r-0-13-por-m3-de-agua-do-alto-tiete

Últimas Notícias:

Copa do Mundo do Saneamento: se o critério de classificação do mundial fossem as condições sanitárias, o Brasil seria eliminado na segunda fase (16 avos de final). O Japão levantaria a taça

Levantamento da ABES- SP compara os índices de saneamento entre todos os países que participam do torneio. O especialista da ABES-SP, Álvaro Diogo Teixeira, ressalta que o estudo é importante, em tempos de celebração do esporte, para evidenciar que ainda há bilhões de pessoas no planeta sem acesso à água e ao saneamento.

Leia mais »
Governo de Minas Gerais levanta R$ 8,4 bi com privatização da Copasa (1)

Enquanto a Espanha passa anos debatendo sem chegar a uma decisão, a França dá um exemplo ao transformar estações de tratamento em uma reserva estratégica para fortalecer os reservatórios

A escassez hídrica exige soluções inovadoras e eficientes em todo o continente europeu. Diante da crise atual, o território francês adota medidas avançadas para reaproveitar recursos hídricos descartados, mitigando os impactos severos da falta de água e garantindo o abastecimento seguro da população.

Leia mais »