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União libera R$ 335 mi do PAC 1 e 2

A prefeitura de Várzea Grande deve assinar na próxima segunda-feira (20) um convênio a fundo perdido com a Caixa Econômica Federal na ordem de R$ 335 milhões, referentes ao PAC 1 e 2.

A assinatura ocorre após um ano de negociações. O prefeito Wallace Guimarães (PMDB) ainda aguarda a liberação de mais R$ 92 milhões do programa.

Os recursos devem ser investidos principalmente na ampliação da rede esgoto do município. Atualmente apenas 14% da Cidade Industrial são assistidos. Com o fim das obras do PAC, este número deve subir 74%.

O projeto ainda deve universalizar a distribuição de água e levar o líquido tratado a 98% dos bairros, até 2016. Para isso, a prefeitura deve construir mais duas Estações de Tratamento de Água (ETA).

Além de levar água a quase todos os bairros, a administração deve trocar toda a rede hidráulica, que é antiga e não aguenta a pressão.

Conforme o secretário especial do gabinete de prefeito, Roldão Lima Júnior, o município já produz água suficiente, mas, por conta da tubulação antiga, cerca de 70% do que é distribuído acaba sendo desperdiçado no meio do caminho e não chega ao consumidor.

Os bairros da região do grande Cristo Rei, central e do grande Glória serão os contemplados pelas obras do PAC. As primeiras licitações devem ter início em março e as obras em junho deste ano, segundo o secretário.

PAC – Várzea Grande foi uma das cidades contempladas pelo PAC 1, mas, devido a irregularidades na condução do programa, acabou perdendo o benefício, semelhante ao que aconteceu em Cuiabá.

Na segunda edição do programa, o prefeito Wallace Guimarães conquistou a inclusão de alguns projetos, mas foi em articulação com a bancada de Mato Grosso no Congresso que conseguiu convencer o governo federal a repassar à Várzea Grande parte dos valores que seriam destinados à Cuiabá, já que a Capital privatizou os serviços.

A Cidade Industrial que deve receber R$ 427 milhões. A demora na liberação da verba ocorreu porque o município deve R$ 650 milhões, sendo R$ 179 milhões ao INSS, o que o impossibilita de fazer convênios com a União.

Após negociação dos débitos, parte do dinheiro foi liberada a fundo perdido e outros R$ 92 milhões ainda aguardam. Eles dependem da capacidade de endividamento do município. A previsão é de ainda neste ano a cidade consiga se livrar de parte das dívidas para receber o resto do recurso, conforme informa Roldão.

Fonte: Diário de Cuiabá
Veja mais: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=445557

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