saneamento basico

Fábio Trad defende isenção tributária para estimular investimento em saneamento

O deputado Fábio Trad (PMDB-MS) sai em defesa da redução da carga tributária cobrada das empresas de saneamento como formula de destravar os investimentos no setor é garantir a universalização do serviço. “Assegurar a 100% da população acesso ao sistema de coleta e tratamento de esgoto é também investir em saúde preventiva”, avalia o deputado que se mostra receptivo ao projeto de lei 2385/11, do deputado Diego Andrade (PSD-MG), que deve tramitar em caráter terminativo pela Comissão de Constituição , Justiça e Cidadania, da qual é membro titular.

Dados do Ministério da Saúde mostram que sete crianças morrem por dia no País por falta de investimento na área. Além disso, 60% das internações hospitalares ocorrem porque não há recursos no setor. Basicamente a proposta concede às empresas de saneamento básico isenção do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS).

Essas empresas, em contrapartida, ficarão obrigadas a promover investimento anual em obras de saneamento básico em valor nunca inferior ao total do subsídio fiscal.O descumprimento desse patamar mínimo de investimento resultará na revogação das isenções e lançamento dos débitos tributários.

Na opinião do parlamentar sul-mato-grossense, a falta de saneamento básico compromete significativamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.Segundo o deputado, é notório que as empresas responsáveis pelos serviços públicos de água e esgoto são, em sua maioria, deficitárias. “Precisamos subsidiar os inúmeros impostos federais que incidem sobre as empresas de saneamento, exigindo, porém, que o subsídio seja diretamente convertido em investimentos.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Conforme Fábio Trad, , a cobrança de PIS e Cofins representa um gasto de R$ 2 bilhões por ano.

Dinheiro que, segundo ele, poderia ser investido na melhoria e universalização do sistema de saneamento. “São 75 milhões de pessoas sem acesso a esgotamento sanitário e 98 milhões que não têm tratamento de esgoto. O volume de recursos é descomunal e estamos aqui para pedir esse incentivo”, reforçou.

Fábio está convencido que “o governo federal não vai perder nada com isso, porque vai compensar em investimentos”, avaliou. No governo, no entanto, a concessão de incentivo tributário não tem consenso, como explicou a gestora da Secretaria de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Viviana Simon. “O plano nacional prevê, em uma das estratégias, um estudo nesse sentido, mas é preciso discuti-lo em todo o Executivo”, afirmou.

Fonte: A Crítica
Veja mais: http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=106864

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »