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Prefeitura pode perder R$ 200 mi do PAC 2

Depois de perder parte dos recursos da primeira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Várzea Grande corre o risco de ficar sem parte do PAC 2.

A prefeitura tenta uma licença ambiental prévia junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para evitar a perda de R$ 200 milhões.

Conforme o secretário municipal de Infraestrutura, Gonçalo de Barros, é preciso que a Sema conceda a licença para que a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos, libere o dinheiro para a execução da obra.

A expectativa é que a liberação ocorra ainda nesta semana. “Não se pode admitir a perda de R$ 200 milhões por conta de uma licença”.

O PAC 2 deve investir R$ 84 milhões na construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) na cidade. Outra parte do recurso será aplicada na substituição da tubulação usada atualmente, que não dá conta de receber a água com a pressão necessária para abastecer boa parte das propriedades.

Outros R$ 164 milhões devem ser usados para fazer drenagem e rede de esgoto, além de construir de mais 700 casas populares para pessoas que moram em áreas de risco.

Atualmente Várzea Grande tem apenas 14% de seu esgoto captado e tratado, fator que a coloca entre as piores cidades do país. Com a finalização das obras do novo PAC, este número deve saltar para 64%.

O secretário lembra que no ano passado a cidade já perdeu R$ 84 milhões que seriam usados para ampliação da coleta e tratamento do esgoto. Do PAC 1, Várzea Grande só conseguiu manter o programa PPI Favelas, que deve asfaltar alguns bairros e construir 270 casas.

Tivemos que convencer, em Brasília, que Várzea Grande merecia uma segunda chance. Usamos o argumento de que somos a principal cidade que contribui para a poluição do Pantanal. O alinhamento político foi fundamental para isso”, explica Gonçalo. (TA)

Fonte: Diário de Cuiabá
Veja mais: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=442991

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