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Sabesp e Emae negociam fim de disputa judicial

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) informou ontem que está em processo de negociação com a Sabesp para a resolução de duas ações que tramitam na esfera judicial e arbitral. A questão gira em torno do uso de água de reservatórios da Emae (Guarapiranga e Billings) pela Sabesp, por mais de 20 anos, sem remuneração. Com isso, a Emae teve uma perda de geração de receita estimada em R$ 100 milhões ao ano. “No entanto, não existe ainda consenso sobre valores”, informou a Emae em comunicado.

As ações da Sabesp encerram o pregão de ontem cotadas a R$ 20,90, com alta de 2,5%. Os papéis refletiram a expectativa pela revisão tarifária da companhia, que deveria ser divulgada no site da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) na noite de ontem. Até o fechamento desta edição, no entanto, a agência não tinha divulgado o reajuste.

O percentual de reajuste que a Sabesp poderá aplicar no primeiro ano de seu ciclo de revisão tarifária deve ficar próximo de 4,66%, número apresentado pela Arsesp em fevereiro, em divulgação preliminar. A partir do percentual máximo de reajuste autorizado, a Sabesp decidirá qual valor aplicará no primeiro ano de seu novo ciclo tarifário. As expectativas são de que a companhia de saneamento aplique a totalidade da tarifa que será aprovada pela Arsesp.

Nos últimos meses, a situação de crise hidrológica no Estado e as preocupações com a possibilidade de racionamento de água levantaram dúvidas sobre a aplicação total da tarifa.

A companhia foi diversas vezes questionada por analistas sobre qual seria sua decisão final, considerando que poderia causar uma insatisfação popular o anúncio de um aumento muito expressivo de preços em um momento crítico de abastecimento de água.

No entanto, analistas vem comentando que apesar da situação do abastecimento de água e do fato de ser um ano eleitoral, a companhia possui uma blindagem para tomar decisões técnicas pelo fato de ser uma empresa aberta, que precisa cumprir de forma transparente seus planos de investimentos.

Além disso, a Sabesp já tem arcado com diversos custos decorrentes da situação do sistema Cantareira. É o caso dos investimentos na instalação das bombas para o aproveitamento de 200 bilhões de litros de água do chamado “volume morto” e também com os descontos que a empresa vem concedendo aos consumidores que reduzem o gasto de água.

No mês passado, durante a audiência pública da revisão tarifária, em São Paulo, os diretores da Sabesp afirmaram que a companhia não trabalhava mais com a expectativa de reajuste de 13% que havia sido o último número citado pela empresa no ano passado.

Fonte e Agradecimentos: http://www.valor.com.br/empresas/3513316/sabesp-e-emae-negociam-fim-de-disputa-judicial#ixzz2ydaiwS7V

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