saneamento basico

Funasa diz que não existe água potável no interior de Amazonas

No interior do Amazonas ninguém bebe água boa. Não tem água com o nível de potabilidade humana”. A afirmação é do superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Wenderson Monteiro sobre água potável no interior de Amazonas. A declaração foi dada durante a reunião técnica sobre os projetos de saneamento básico nos 51 municípios do interior do Estado, financiados com recursos federais da Funasa, na última semana, na sede do órgão, no bairro Glória, zona oeste de Manaus.

No ano passado, o órgão repassou aos municípios R$ 49 milhões para obras de tratamento de água e esgoto, mas, até agora, das 69 propostas habilitadas para o convênio, nenhuma foi finalizada, segundo informou o superintendente. Também no ano passado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) atestou, em uma fiscalização, que os municípios abandonaram as obras de saneamento público financiadas com recursos federais.

A fiscalização realizada nos sistemas públicos de abastecimentos de água de 17 municípios identificou uma série de irregularidades, da captação à distribuição, que comprometem a saúde dos moradores.

Os municípios percorridos peles técnicos foram: Anori, Atalaia do Norte, Beruri, Nhamundá, Novo Airão, Benjamin Constant, Carauari, Careiro da Várzea, Manaquiri, Tabatinga, Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Presidente Figueiredo, Tefé, Coari e Humaitá.

água potável no interior

Em seu voto, o conselheiro Josué Filho fixou prazo de 12 meses para que o governo e os municípios formassem uma força-tarefa para atender as determinações e recomendações propostas pelo relatório de auditoria, para assegurar a melhoria da prestação dos serviços prestados pelos sistemas públicos de abastecimentos de água no âmbito do Estado do Amazonas. Uma cópia do processo foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) para que tome conhecimento do abandono das obras.

À reportagem, o superintendente informou que cerca de quase R$ 8 milhões em recursos foram perdidos após 17 municípios não entregarem os projetos de saneamento dentro do prazo estipulado pelo órgão. A fiscalização dos recursos é feita pela Funasa, segundo informou o superintendente. Monteiro disse que os recursos são liberados a medida que é comprovada, por meio de inspeção e fotografia, a evolução da obra.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a cada R$ 1 investidos em saneamento R$ 9 são economizados em saúde”, afirmou o superintendente. O evento organizado pela Funasa busca dar o apoio técnico aos municípios para concluir processos licitatórios. Conforme o órgão, profissionais da área da engenharia e saúde ambiental foram oferecidos no encontro.

Fonte: D24am 

contaminação na água

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