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Após crise hídrica, indústria reduz consumo em 43% e desperdício em 80%

A bioMérieux, empresa francesa líder mundial em microbiologia e diagnóstico in vitro, produziu em sua fábrica no Rio de Janeiro, em 2014, 20 milhões de placas de meio de cultura (placas em que são aplicados reagentes para a realização de diversos tipos de exames laboratoriais). A demanda pelo produto vem aumentando em média 10% ao ano desde 2012.

Com um investimento de R$ 10 milhões na fábrica em 2012, a empresa ampliou a capacidade de produção para 40 milhões de placas/ano, marca que espera alcançar até 2020.

Diariamente são consumidos 3,5 mil litros de água na produção das placas de meio de cultura, o que estimulou os gestores da subsidiária brasileira da companhia a buscar soluções para, em tempos de crise hídrica, diminuir o consumo e o desperdício, sem prejudicar o processo produtivo.

Visando reduções no consumo de água, a empresa realizou algumas medidas em busca da melhor performance do sistema de tratamento de água. Juntas, estas ações possibilitaram reduzir em 43% o consumo e em 80% o desperdício de água na unidade. Para termos ideia, antes delas 478 mil litros de água eram descartados por mês na fábrica. Após as mudanças, o descarte caiu para 91 mil litros de água/mês. Isso significa uma economia mensal de cerca de R$ 6 mil na conta de água da unidade.

Uma das iniciativas foi a substituição do encanamento de ferro pelo PVC industrial, muito mais resistente e econômico. Outra ação foi a revitalização da rede do sistema de pré-tratamento osmose reversa duplo passe, tornando o sistema mais automatizado e recuperando a água que antes era descartada.

A bioMérieux está no País há 42 anos com a produção de reagentes para diagnóstico que atendem toda a América Latina. Com um crescimento estimado de 15% no Brasil em 2015, a subsidiária brasileira é extremamente importante para o grupo, sendo a primeira da América Latina em faturamento, seguida por México e Colômbia, e é a sexta em faturamento a nível mundial. Em 2013, o faturamento no Brasil foi de R$ 135 milhões e em 2014 ficou em R$ 150 milhões, ou seja, um crescimento de 10%.

 
Fonte: Jornal do Brasil

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