saneamento basico

Dez prefeituras do Amapá estão sem emitir licenças ambientais, diz Sema

Atividades de baixo impacto são autorizadas atualmente pelo governo. Capacitação e falta de legislação impedem cidades de assumir o serviço.

Dos 16 municípios amapaenses, pelo menos dez estão sem emitir licenças ambientais para empreendimentos de baixa complexidade. Apenas Macapá, Amapá, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari, Tartarugalzinho e Porto Grande expedem atualmente as autorizações.

O levantamento é da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), responsável por emitir as documentações nas cidades onde não há gestão ambiental, e foi apresentado nesta segunda-feira (7) para representantes dos municípios do estado.

A proposta é fazer com que todas as cidades passem a emitir as licenças. Os projetos que precisam de autorizações das prefeituras são os considerados de baixo impacto, a exemplo de borracharias, panificadoras, construção de prédios, olarias, clínicas médicas e postos de gasolina.

“Até alguns anos atrás, todas as licenças eram emitidas pela União e depois entraram os estados e municípios. Mas uma lei de 2011 regulamentou quais são as atividades competentes de cada um”, disse o analista do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) Willian Resende.

Com a descentralização da gestão das licenças, serão atingidas a logística dos empreendimentos, fiscalização dos órgãos ambientais e arrecadação dos municípios.

Se atualmente uma pessoa de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, por exemplo, quiser iniciar uma atividade pecuária, ela deverá obter a licença no Instituto de Meio Ambiente do Amapá (Imap), que passa a fiscalizar o empreendimento e arrecadar com as taxas impostas pelo serviço. Se a gestão das licenças for descentralizada, os municípios passarão a ter as referidas responsabilidades.

“Para que esse processo se realize de maneira efetiva, é preciso que as prefeituras tenham secretarias de Meio Ambiente, técnicos capacitados para avaliar os projetos e legislação municipal”, analisou Resende.

O diagnóstico dos principais problemas que impedem as prefeituras a emitirem licenças ambientais atualmente foi uma das propostas do encontro desta segunda-feira.

De acordo com a secretária adjunta de Cidades, Gláucia Maders, a intenção é iniciar a transferência da gestão das licenças a partir da capacitação dos técnicos das prefeituras.

“Essa capacitação visa qualificar servidores municipais para enfrentar esses problemas de gerenciamento. A qualificação é um dos desafios, mas vai além disso, com outros pontos que precisam ser trabalhados para efetivar a gestão ambiental”, frisou.

Fonte: G1
Foto: Ascom/PMM

Últimas Notícias:
Certame da Saneago atrai apenas um grupo

Certame da Saneago atrai apenas um grupo

Dois dos três lotes ofertados ficaram sem oferta; problemas na modelagem afastaram grandes investidores. O leilão de Parcerias Público-Privadas (PPPs) da Saneago (estatal de saneamento de Goiás) atraiu o interesse de apenas um grupo, o Consórcio Águas do Cerrado, que entregou proposta para somente um dos três lotes da licitação, apurou o Valor.

Leia mais »
Rede de esgoto avança na Maré e beneficia a Baía de Guanabara

Rede de esgoto avança na Maré e beneficia a Baía de Guanabara

Obras de saneamento, de R$ 120 milhões, vão até o fim de 2027 e incluem tronco coletor de 4,5kms e 18kms de tubulações

O cenário do Complexo da Maré — formado por 16 favelas — está em transformação, com um vaivém de operários e máquinas. Equipes instalam manilhas de até 1,50 metro de diâmetro e escavam poços para avançar nas obras de saneamento iniciadas pela Águas do Rio, que têm como objetivo beneficiar, segundo a concessionária, 200 mil pessoas.

Leia mais »