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Educação ambiental será reestruturada no Ibama

A presidente do Ibama, Suely Araújo, defendeu o fortalecimento da educação ambiental integrada às demais políticas públicas e de forma transversal. “Não entendo política ambiental que não passe pela educação ambiental”, afirmou. Ela participou de encontro promovido para debater o tema entre o Ministério do Meio Ambiente e os órgãos vinculados, que terminou nesta terça-feira (08/11), em Brasília.

Suely descartou a possibilidade de criação de uma área específica para a educação na estrutura do órgão. “Meu objetivo não é criar uma nova diretoria, mas sim vincular esse tema diretamente ao gabinete”. Ela avaliou que isso poderá ser feito com a criação de uma coordenação que responda diretamente à presidência. “É como estou fazendo com as funções finalísticas como o licenciamento e a fiscalização, por exemplo”, disse.

Já a diretora de educação ambiental do MMA, Renata Maranhão, classificou o encontro como um primeiro passo para abertura do diálogo entre as instâncias que tratam educação ambiental no Ministério e suas vinculadas. Ela informou que está em curso a publicação de uma portaria para implementar um Projeto Político Pedagógico a ser adotado de forma conjunta.

A proposta, que tem como base a experiência das últimas três gestões à frente da diretoria, prevê a gestão integrada da educação ambiental com as demais políticas públicas para o meio ambiente. A prioridade será a formação continuada de gestores e dirigentes de conselhos locais. A diretora defendeu proposta no sentido de reestabelecer os Núcleos de Educação Ambiental. “A ideia é trabalhar em sintonia com as várias agendas do MMA e das vinculadas, como a agricultura familiar, pescadores ribeirinhos e quilombolas”, informou.

Na mesma linha, o coordenador de educação ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Rogério Egewarth, destacou o trabalho da instituição voltado para as comunidades residentes em unidades de conservação. Na avaliação dele, “trata-se uma ferramenta importante para a participação social nas UCs. É o ponto de referência para a gestão ambiental pública”.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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