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Indústria 4.0 bate à porta do setor produtivo

Há quase 250 anos começava a corrida pela inovação com o emprego da máquina a vapor, que só se viabilizou com o uso do carvão mineral para produzir engrenagens e cilindros de ferro fundido com qualidade. Tudo isto para gerar a energia necessária à ampliação, em milhares de vezes, da oferta de tecidos para o mundo. “Era a primeira revolução industrial, que aconteceu graças à articulação e troca de experiências entre empresários de vários setores daquela cadeia produtiva, que demandou e acompanhou o nascimento da engenharia e da tecnologia, junto com novas sistematizações do conhecimento científico”, explica o diretor-presidente do IPT, Fernando Landgraf.

A segunda revolução veio no início do século XX, com a introdução da energia elétrica e a produção seriada dos carros de Henry Ford e suas cadeias produtivas. Agregaram mais ciência e novas tecnologias. “O uso de uma nova classe de materiais, os semicondutores, para fabricar transistores resultou nos computadores que aceleraram a informática e nos trouxeram a terceira revolução. Hoje, uma produção turbinada pelos novos sensores, pela internet das coisas, a inteligência artificial e a impressão 3D cria novas possibilidades e abre as portas para uma possível quarta revolução industrial, que também atende pelo nome de Indústria 4.0”, afirma ele.

Há em todo o mundo, e também no Brasil, um interesse crescente e estratégico pelo tema. Não é para menos. Uma janela de oportunidades amplificada pelo conhecimento científico e tecnológico está se abrindo. Hoje, na percepção de Landgraf, o interesse pela Indústria 4.0 envolve governos, empresas e instituições de pesquisa científica e tecnológica. “Empresários se surpreendem com processos em andamento como, por exemplo, na usina de Ouro Branco da Gerdau. As notícias dão conta do primeiro caso brasileiro de controle da produção siderúrgica. Milhares de sensores transmitem informações da produção para que, em tempo real, a inteligência artificial tome decisões mais rápidas e precisas, com base em modelos virtuais dos processos, sobre ajustes necessários.”

Para Landgraf, governos podem incentivar o compartilhamento de informações, demandas e oportunidades entre empresas e instituições de pesquisas nacionais. É um meio de se aplicar um ferramental de manufatura avançada às cadeias produtivas em que o Brasil é forte – por exemplo, o agronegócio, a indústria mineral e a de óleo e gás. “O engajamento do setor produtivo e de pesquisas na implantação das novas tecnologias pode gerar ganhos exponenciais de produtividade, criando produtos e modelos de negócio”, acredita ele. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acaba de lançar um relatório específico sobre o tema – o arquivo na íntegra, intitulado ‘Desafios para a Indústria 4.0 no Brasil’, está disponível abaixo.

EVENTOS TEMÁTICOS – No dia 29 de novembro, em Brasília, Landgraf participou como convidado de dois eventos ligados ao tema, promovidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), sobre oportunidades e desafios para a manufatura avançada no Brasil, em uma parceria com o Fórum Econômico Mundial.

Faça o download do arquivo produzido pela CNI clicando aqui.

Fonte: IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de SP.

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