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Lama que vazou de barragens em Mariana chega a Ipatinga

A lama que desceu das duas barragens da mineradora Samarco em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, na Região Central do estado, já chegou a Ipatinga, descendo pela calha do Rio Doce. A principal preocupação de pessoas ligadas à Bacia Hidrográfica do RioDoce é o abastecimento de cidades que captam água diretamente do manancial federal, como Governador Valadares, em Minas, e Colatina, já no Espírito Santo. A orientação do CBH/Doce é que a Copasa e os demais prestadores autônomos estoquem o máximo de água para um período em que possa suprir a possibilidade de interrupção dos serviços, ainda não estimado.

“Até agora não temos informação de risco de inundações. Nossa preocupação é com a qualidade da água. Sabemos que a Samarco divulgou uma nota falando que os resíduos não fazem mal a saúde, mas estamos aguardando os laudos do Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) para ter certeza, afirmou Lucinha Teixeira, presidente da Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos do CBH/Doce.

“Enquanto a onda está passando, a recomendação é que os sistemas de abastecimento parem de captar essa água. A onda deve durar quatro horas, talvez um pouco mais, mas para retomar a captação será preciso, primeiro, ter certeza que a água não fará mal a população. E isso pode durar dias. A população deve economizar água, porque ainda não sabemos quanto tempo isso vai demorar”, completou ela.

A ponte metálica do Rio Doce na BR-458, entre os municípios de Ipatinga e Santa do Paraíso, no Vale do Rio Doce, virou ponto de observação da onda de lama prevista para chegar ao local nos próximos minutos. Várias pessoas se aglomeram ainda sem acreditar no fato dos resíduos que saíram das duas barragem de Bento Rodrigues, em Mariana, chegarem tão longe. Segundo a Polícia Militar do Meio Ambiente, o nível da água do Rio Doce neste ponto já subiu 70 centímetros e já é possível ver a coloração marron da água, carregada de sedimentos.

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