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Unesco alerta: mangue pode deixar de existir

Todos os manguezais não protegidos podem desaparecer em 100 anos. Estimativas coletadas pela agência da ONU indicam que já foram destruídas até 67% das áreas onde o bioma era identificado.

A UNESCO chamou a atenção para o problema ao comemorar o Dia Internacional de Conservação do Ecossistema de Mangues, no dia 26 de julho.

Os ecossistemas de mangues fornecem benefícios e serviços essenciais para a vida.

Estes benefícios passam pela segurança alimentar (através da pesca), proteção contra tempestades, tsunamis e o aumento do nível do mar, prevenção contra a erosão pesca sustentável, produtos silvestres e a proteção contra a erosão da costa, a regulação da qualidade da água costeira e o oferecimento de habitats para espécies marinhas ameaçadas de extinção.

Isso sem falar no papel singular que mangues desempenham na absorção de quantidades significativas de dióxido carbono. Quando estocado nos oceanos e em ecossistemas oceânicos, o gás é conhecido pelo nome carbono azul.

A capacidade de armazenar a substância é essencial para a mitigação da mudança climática.

O maior inimigo do mangue é o homem. 

Especulação imobiliária, desmatamento, extrativismo e pesca desordenados, ocupação, despejo inadequado de esgotos urbanos, construção de palafitas e barragens, descarte de resíduos sólidos e lixo urbano, bem com a descarga de produtos industriais, por vezes até tóxicos, são fenômenos que degradam os mangues.

Todos estas são ameaças severas e silenciosas a corroer o mangue brasileiro, de costa a costa.

Brasil perdeu 20% de sua área de manguezais em 17 anos. 

O dado faz parte da segunda coleção de mapas do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas), feito pelo Observatório do Clima em colaboração com 18 instituições. A pesquisa mostra que, no Paraná, os manguezais diminuíram 23%.

Na Bahia, a redução foi 21%, enquanto em Alagoas foi de 14%. A redução da área de mangue é ligada a uma série de fatores, mas a expansão urbana se destaca.

Universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia contribuíram para o trabalho, considerado o maior levantamento sobre a cobertura vegetal do Brasil.

A mais recente radiografia dos biomas brasileiros comparou imagens de satélite nos últimos 17 anos. 

Fonte: Rebob.

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