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Audiência discute obras de saneamento na Região dos Lagos/RJ

A construção de uma rede separadora de 34,8 quilômetros para receber os esgotos do Peró e também dos bairros Ogiva e Cajueiro será proposta na manhã desta quinta-feira (22) pela concessionária Prolagos em audiência pública que será realizada em São Pedro da Aldeia. 

Convocada pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) para revisão qüinqüenal do contrato de concessão. A audiência, aberta a toda a população, será no Space Hall, na Rodovia Amaral Peixoto, número 24, em Praia Linda, São Pedro da Aldeia.

Antiga reivindicação de ambientalistas da Região dos Lagos, a construção da rede separadora do Peró (atualmente os esgotos são lançados na rede de água pluvial) ganha força com a chegada no próximo domingo da Bandeira Azul, certificado internacional de qualidade de Praias. Como a orla fica num ponto mais alto, não há risco do esgoto chegar à praia, mas a questão de saneamento é grave nas ruas internas não somente do Peró como também da Ogiva e Cajueiro.

O presidente da Prolagos, Sérgio Braga (foto), disse que a construção da rede separadora não depende de decisão da empresa. É preciso, primeiro, que a sociedade civil e as prefeituras solicitem a execução da obra, a Prolagos executa o projeto e encaminha para aprovação da Agenersa. Este encaminhamento será feito na audiência pública de hoje:

 A grande novidade é o projeto de saneamento que vai atender 25% da nossa área de concessão na Região dos Lagos em cinco anos, beneficiando cerca de 200 mil pessoas. Entre as regiões beneficiadas deverá estar o Peró, dependendo apenas da decisão final da agência reguladora – explicou o presidente da Prolagos, que estará no domingo na cerimônia de hasteamento da Bandeira Azul.

Ponto de captação 

O ambientalista Arnaldo Vilanova, da ONG Viva Lagoa, vai defender, pela quarta vez, a construção da rede separadora do Peró.

— A obra está na previsão de investimentos da Prolagos. Pelas características do bairro, a rede separativa é muito necessária e o ponto de captação está bem próximo, na entrada do Cajueiro. As galerias atuais estão saturadas. E não é possível que um balneário que tenha a Bandeira Azul não tenha um sistema de saneamento básico – defendeu o ambientalista.

Fonte: Meio ambiente Rio

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