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Grande São Paulo ficou menos poluída em 2016

Você sabia que ventos e chuva são os faxineiros naturais da atmosfera? 

Quando passamos muitos dias consecutivos sem chuva e pouco vento, o que é muito comum nos meses de Outono Inverno, o ar fica mais poluído. O último relatório de qualidade do ar divulgado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) mostrou que os níveis de diversos poluentes atmosféricos na Região Metropolitana de São Paulo foram menores em 2016 do que em 2015.

Segundo o estudo, a concentração média anual de partículas inaláveis foi de 29 microgramas/m³ na região, ou seja, 2 microgramas/m³ menor que à a média observada em 2015 e uma das mais baixas já registradas pela companhia nos últimos anos.

A melhora da qualidade do ar acontece em razão de diversos fatores, como condições meteorológicas que influenciaram o regime de chuvas e um inverno mais favorável à dispersão de poluentes. O estudo ainda aponta a queda da atividade econômica como outro possível fator que colaborou para a melhora na qualidade do ar na região metropolitana de São Paulo em 2016.

Poluentes

Segundo o levantamento, os níveis de monóxido de carbono e dióxido de enxofre também registram índices considerados baixos e estão entre menores já registrados nos últimos 10 anos, mesmo com a expansão da frota automotiva na região metropolitana.

De acordo com o documento, a redução destes poluentes reflete o sucesso de dois programas que reduziram os limites de emissão de poluentes e consumo de combustíveis de veículos novos. São eles: o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) e o Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares).

“As ações desenvolvidas pela Cetesb e pela Secretaria de Meio Ambiente, como a fiscalização e controle das emissões industriais e fiscalização de veículos a diesel, entre outras, também auxiliaram na queda dos indicadores de poluentes na região”, revelou o relatório.

No litoral, as concentrações médias de partículas inaláveis na Baixada Santista também foram menores do que as observadas em 2015. Já no interior ocorreu um período mais prolongado de estiagem, que contribuiu para a elevação das concentrações de material particulado em algumas localidades.

 

Ozônio

Apesar de as precipitações terem sido, na maior parte do tempo, superiores às médias climatológicas, elas não foram suficientes para evitar a ocorrência de episódios de altas concentrações de ozônio na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com o estudo, a alta foi verificada principalmente nos meses de abril, novembro e dezembro. 

“Assim, na Região Metropolitana de São Paulo, que apresenta alto potencial de formação de ozônio, devido principalmente às emissões veiculares, foram registradas ultrapassagens do padrão estadual de oito horas (140 µg/m3) em 32 dias (contra 36 dias em 2015), sendo que não há uma tendência de comportamento definida para este poluente”, apontou o relatório de 2016.

Na Baixada Santista e interior do estado, também houve diminuição do número de dias de ultrapassagem do padrão estadual de ozônio, na maioria das estações.

Novas estações

Para aprimorar o diagnóstico ambiental do estado, a Cetesb iniciou a operação de duas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar em 2016. Elas foram instaladas no Pico do Jaraguá, em São Paulo, e em Limeira, na região de Campinas. Também começaram a operar duas estações manuais, que foram instaladas em Franca e no Guarujá. Agora a Cetesb, tem 60 estações automáticas e 31 pontos de monitoramento manual para fazer um diagnóstico preciso da qualidade do ar em todo o Estado de São Paulo.

Fonte: Clima Tempo

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