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Vazamento de chorume gera polêmica entre autoridades do Rio

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que o chorume que vazou do Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, na Baixada Fluminense, já foi quase todo retirado.

Agora, o trabalho se concentra na remoção da camada superficial do solo do valão para onde o líquido escorreu.

A Secretaria Municipal de Ambiente e Agronegócios de Seropédica afirma que o vazamento de cerca de 100 mil litros de chorume atingiu os córregos e valões da região pode ter contaminado o Aquífero Piranema, formação geológica que armazena água subterrânea.

Segundo a empresa Ciclus, responsável pela administração do centro, o vazamento ocorreu no sábado (20), depois da chuva que provocou queda de energia na região. A empresa alega que a falta de luz foi agravada pelo não funcionamento de um gerador e, por isso, houve o transbordamento do chorume.

Em entrevista à TV Brasil, o professor de engenharia sanitária e ambiental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Adacto Ottoni, diz que é preciso investigar as causas do acidente.

O pesquisador Adacto Ottoni afirma que a longo prazo a reciclagem é a solução.

O Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica foi inaugurado em 2011 para substituir o Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, também Baixada Fluminense.

De acordo com o Inea, a Ciclus será autuada e receberá multa. O valor vai ser definido pelo conselho diretor do instituto.

De acordo com Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, o vazamento em Seropédica não causará impactos para o abastecimento de água já que o escoamento do chorume não flui para o rio Guandu ou qualquer outro sistema de captação da companhia.

Fonte: EBC
Foto: Google

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