saneamento basico

Volume útil de água armazenada no Sistema Cantareira chega a 35%

Chuva e a população economizando contribuíram bastante para a melhora. Mesmo assim, a situação ainda está longe de ser confortável.

O verão desse ano foi mais generoso e trouxe chuva para regiões que vinham sofrendo com a estiagem. O volume ficou acima de média para estação em muitos estados e essa água toda deu fôlego novo para os reservatórios que abastecem a população. Muitos recuperaram o nível, como o Sistema Cantareira, que alimenta São Paulo, a maior cidade do país.

O primeiro alerta público para seca no Sistema Cantareira, que abastece quase 6 milhões de pessoas na Grande São Paulo, foi em janeiro de 2014.

Em julho, em pleno inverno, a situação só piorava e o Cantareira passou a operar exclusivamente com água do volume morto das represas, uma reserva técnica que fica abaixo das comportas.

A população começou a sentir a seca dentro de casa, quando a Sabesp reduziu a pressão na rede e teve gente, especialmente nas regiões mais altas e periféricas, que ficou sem água na torneira por dias.

O governo nunca assumiu que houve racionamento e pouco mais de dois anos depois do começo da crise hídrica, a empresa solicitou a agência reguladora de saneamento, o cancelamento do programa de incentivo à redução do consumo de água, o que deve acontecer já a partir de primeiro de maio.

Na represa Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira, o cenário é de encher os olhos, principalmente depois de um período de chuvas. O verão foi bastante generoso. Em dezembro do ano passado, o volume armazenado no Cantareira, contando com a reserva técnica, era de 27%. No último dia do verão, em março, esse índice chegou a 63%.

Mas quando se trata de água e conscientização, não dá mais para ficar contando com a reserva técnica ou o volume morto, e aí, a situação está longe de ser confortável. Considerando só o volume útil, hoje o Cantareira está com 35% de sua capacidade.

“Hoje a gente está com 35%, mas historicamente, nessa época, a gente deveria estar com algo em torno de 70%. O que a gente tem de água hoje é suficiente para rodar até o final do ano e ficar na dependência das chuvas do próximo verão. Então a gente realmente não tem uma tranquilidade, uma segurança hídrica”, explica Pedro Luiz Côrtes, especialista em recursos hídricos.

Os temporais do verão também ajudaram a aliviar a situação da seca em outras regiões do país, como em Goiás, em Minas, na região Nordeste do Brasil e no Paraná. Confira o vídeo com a reportagem completa.

Fonte: G1
Foto: Divulgação

Últimas Notícias:
Certame da Saneago atrai apenas um grupo

Certame da Saneago atrai apenas um grupo

Dois dos três lotes ofertados ficaram sem oferta; problemas na modelagem afastaram grandes investidores. O leilão de Parcerias Público-Privadas (PPPs) da Saneago (estatal de saneamento de Goiás) atraiu o interesse de apenas um grupo, o Consórcio Águas do Cerrado, que entregou proposta para somente um dos três lotes da licitação, apurou o Valor.

Leia mais »
Rede de esgoto avança na Maré e beneficia a Baía de Guanabara

Rede de esgoto avança na Maré e beneficia a Baía de Guanabara

Obras de saneamento, de R$ 120 milhões, vão até o fim de 2027 e incluem tronco coletor de 4,5kms e 18kms de tubulações

O cenário do Complexo da Maré — formado por 16 favelas — está em transformação, com um vaivém de operários e máquinas. Equipes instalam manilhas de até 1,50 metro de diâmetro e escavam poços para avançar nas obras de saneamento iniciadas pela Águas do Rio, que têm como objetivo beneficiar, segundo a concessionária, 200 mil pessoas.

Leia mais »