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Servidores da Caesb barram colegas em protesto na sede da empresa

Servidores da Caesb fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (13) em frente à sede da empresa, em Águas Claras, no Distrito Federal, para pedir a manutenção de direitos conquistados em acordo coletivo. O sindicato da categoria afirma que foram descumpridas cláusulas do acordo. Em nota, a companhia informou que ofereceu reajustes que variam de 16,2% a 17,1%, mas que o grupo rejeitou e quer também diminuição da carga horária – o que representaria um ganho de cerca de 25%.

Essa falta de reajuste afeta a nossa situação financeira. Eles querem tirar cláusulas, e nós não aceitamos”
Gilson Vete,
bombeiro hidráulico

Diretor do Sindágua, Marcus Valério Reis disse que entre as pendências está a diminuição de oito para seis horas na jornada diária de trabalho. “A segunda questão é o pagamento da participação dos lucros que não foi feito. Eles alegam dificuldades financeiras, mas não comprovam.”

Em nota, a Caesb disse que o novo horário foi tentado em caráter experimental por dois anos e trouxe “graves consequências” para o desempenho operacional, prejudicando a qualidade dos serviços prestados à população.

O ato começou por volta das 8h, e a via em frente à sede foi interditada por alguns minutos. A Polícia Militar estima que 200 pessoas participem do ato. A organização diz que são 300. Eles fecharam a entrada da Caesb e tentavam convencer funcionários a não trabalharem e paralisarem as atividades.

Servidores da Caesb protestam em frente à sede da empresa, em Brasília (Foto: Isabella Calzolari/G1)  

“A empresa não demonstra a contabilidade. Temos fortes evidências que há uma intenção de privatização, e isso seria ruim para todos. Por isso estamos pressionando o pessoal a não trabalhar, porque há uma perseguição da chefia”, explicou Reis.

O bombeiro hidráulico Gilson Vete, de 61 anos, trabalha na Caesb há 25 anos e diz que está sem aumento há dois anos. “Nem o índice que o governo deu a Caesb não repassou para nós. Essa falta de reajuste afeta a nossa situação financeira. Eles querem tirar cláusulas, e nós não aceitamos.”

 

Fonte: PORTAL G1

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