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Investimentos Saneamento Básico

Estudo aponta o saneamento básico como líder em intenções de investimentos pelos próximos anos

Investimentos Saneamento Básico

Por: Elisa Costa

O setor de saneamento básico é apontado como líder em intenções de investimentos pelos próximos três anos, principalmente pela abertura de possibilidades com o Novo Marco Legal do Saneamento.

O dado é do estudo Barômetro da Infraestrutura, feito semestralmente pela consultoria EY em parceria com a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), divulgado na terça-feira (23).

Em entrevista à Agência iNFRA, o sócio da EY para o setor de Governo e Infraestrutura, Gustavo Gusmão, explicou que, com a meta regulatória de universalização estipulada pelo novo marco, abriu-se um leque de investimentos. “Realmente entrou na pauta e está nos interesses dos investidores. As empresas públicas também estão enxergando oportunidades de expandir negócios”, contou.

Na mais recente edição do estudo, com dados de dezembro de 2023, o saneamento básico apareceu como principal setor atrativo, com 61,5% das respostas, e subiu 2,9% desde o mesmo período de 2022. “O setor de saneamento, antes mesmo do novo marco, já dava sinais de grande apetite pelo mercado, com muito investimento a ser feito e muita eficiência do setor privado a ser incorporada para tornar o negócio atrativo”, destacou Gusmão.

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Apesar dos bons resultados, a pesquisa indica que, mesmo com o anúncio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), as expectativas mantiveram níveis similares aos de pesquisas anteriores. Os entrevistados têm a percepção de que o governo precisa se esforçar mais.

Os números mostram que o setor se preocupa com o licenciamento ambiental dos projetos, com a capacidade de governança do programa e com baixa capacidade de financiamento e estruturação, bem como a incapacidade do setor privado de absorção. Como principal ponto positivo do programa, 45,9% dos entrevistados citaram a maior participação privada nos investimentos por meio de PPPs (Parcerias Público-Privadas) e concessões.

“Em 2023 tivemos um movimento interessante, porque muitos estados foram diligentes e criaram seus próprios programas de concessão de rodovias, por exemplo. Isso acontece porque o Ministério dos Transportes parece estar engajado”, explicou Gusmão. As ações da pasta também podem ter refletido no aumento do interesse em investimentos para rodovias, que passou de 29,9%, no final de 2023, para 32,4%, no final de 2024.

De acordo com os dados do Barômetro da Infraestrutura, energia elétrica ficou em segundo lugar nas intenções de investimento, com 46,9%. Rodovias ficaram em terceiro, seguidas por mobilidade urbana, com 26,3%; petróleo, com 24,7%; e ferrovias, com 23,7%. Entre o primeiro e o segundo semestre de 2023, os setores de gás natural e infraestrutura social perderam força entre os principais setores.

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Otimismo

Gustavo Gusmão afirmou que o ano de 2023 passou por algumas dificuldades relacionadas às novas propostas apresentadas e à interlocução entre a União e agentes do setor. Contudo apresentou avanços. Por esse motivo, ainda há um certo otimismo para o ano de 2024, com expectativas na capacidade de entregas.

O percentual de entrevistados que consideram o cenário para investimentos favorável para os próximos seis meses aumentou. Passando de 31,9% para 44,4%, e a percepção desfavorável caiu, de 37,8% para 24,2%. O estudo, que recebeu 392 respostas, tem o objetivo de identificar o ânimo de empresários e especialistas do setor de infraestrutura a respeito de temas que impactam a realização de investimentos e projetos.

Ampliação de valores

Considerando os setores de logística/transporte, telecomunicações, energia e saneamento básico, o ano de 2023 teve crescimento de 19,6% em comparação com 2022.

Alcançando R$ 213,4 bilhões em investimentos realizados. Os dados são da Abdib.

Além do crescimento de 14% dos investimentos privados, que alcançaram o maior volume desde 2010, com R$ 165,7 bilhões, houve o incremento de 44% observado nos investimentos públicos. Eles atingiram R$ 47,7 bilhões, “o melhor resultado desde 2017, início da lei do Teto dos Gastos”, conforme explica a pesquisa.

Maior articulação

No entanto, os números de investimentos públicos ainda não alcançaram os valores-teto da série histórica, que são de 2014, com R$ 90 bilhões. “As expectativas nos médio e longo prazos para os investimentos em infraestrutura são positivas (…). Há uma maior articulação entre o Novo PAC, o PPI [Programa de Parcerias de Investimentos] e o PPA [Plano Plurianual] 2024-27, do governo federal, e os estados e municípios.”

Outro ponto de destaque é a atuação dos estados, que, pela primeira vez, tiveram maior protagonismo na agenda de infraestrutura. Relativo ao aproveitamento total ou parcial do potencial para investimentos privados, com 52,1%. Segundo o sócio da EY, isso acontece porque os estados já têm uma certa independência para criarem agendas próprias e movimentos de forma mais célere.

Fonte: AI.

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