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Após privatização da Sabesp, setor de saneamento prevê R$ 111 bilhões em novas concessões no país

Setor Saneamento prevê concessões

Por Taís Hirata

Passada a privatização da , o mercado de água e esgoto no Brasil volta suas atenções à agenda de novas concessões do setor.

Ao todo, os grandes projetos em estudo poderão contratar até R$ 111 bilhões em investimentos, em 12 Estados do país, de acordo com os editais já publicados e os estudos das iniciativas em modelagem.

Já há dois leilões marcados: um do governo do Piauí, com previsão de R$ 8,6 bilhões em obras, e outro em Sergipe, em estruturação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com investimento de R$ 6,3 bilhões. Há ainda a licitação de outras 3 Parcerias Público-Privadas (PPPs) da , suspensa em maio por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas que a empresa paranaense tenta retomar.

Os próximos leilões deverão ser das concessões de Pará e Pernambuco, que o BNDES trabalha para licitar neste ano, segundo o diretor de Planejamento, Nelson Barbosa. “O objetivo é leiloar no fim de novembro, início de dezembro, se for possível. Essa é a demanda dos Estados, mas tem processos que dependem de tribunal, do governo.”

Os contratos em estudo nos dois Estados deverão somar R$ 47 bilhões de obras, que tendem a ser divididas em blocos. Um deles será o da região metropolitana de Belém. As consultas públicas devem ser abertas em breve.

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Setor Saneamento prevê concessões

Na carteira do BNDES há outros sete projetos – na Paraíba, em Rondônia, no Maranhão, em Goiás, no Rio Grande do Norte, em Minas Gerais e em Porto Alegre (RS).

A maioria deverá sair ao longo de 2025. Segundo Barbosa, há também conversas com a estatal da Bahia, ainda preliminares, para incluir mais um projeto neste ciclo de licitações. O banco de fomento também poderá financiar parte de projetos que está estruturando.

Entre analistas, a expectativa é que os leilões atraiam competição, principalmente com participação dos operadores consolidados e a entrada de alguns novos grupos que ainda não atuam no mercado de saneamento no país.

Leilões devem atrair grupos consolidados e novatos; deve ser novo ator

Como o plano de investimentos da empresa paulista é robusto, há dúvida sobre o prazo para que a companhia comece a se voltar a novos projetos. “Não é pouco dinheiro que terá que ser investido pela até 2029. Naturalmente será um ator competitivo nos leilões feitos no Estado, mas não está claro o foco para novos negócios”, diz Fernando Marcato, professor da FGV Direito.

Ademais questionada sobre o tema, a Equatorial não se manifestou. Em nota, o presidente da , André Salcedo, informa que a empresa já tem participado de oportunidades em São Paulo e analisado projetos em outras regiões, “já que dispõe de capacidade técnica reconhecida e estrutura de capital”, mas que os próximos passos serão definidos “após concluído o processo de transição”.

Para analistas, os operadores tradicionais seguem com disposição para crescer. A Aegea, que ficou de fora da oferta da, é apontada como o grupo com o maior apetite. Em linha com a estratégia observada nos últimos anos. A empresa diz, em nota, que “sempre acompanha as principais transações do setor”.

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A expectativa é que não haverá uma onda de novos operadores e que a atração será pontual. “O interesse pelo segmento continua alto, o saneamento tem demanda estável. O problema é que a agenda da regulação e a insegurança jurídica ainda são um fantasma”, avalia Felipe Tavares, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e ex-superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA).

Mercado secundário e IPOs também podem ser porta de entrada para investidores

Em conclusão a expectativa para o leilão de Sergipe tem sido alta. “Temos boas sinalizações de que teremos apetite. Há pelo menos dez visitas técnicas agendadas. Isso é uma primeira evidência de que vai atrair um conjunto de atores relevantes”, afirma Luciene Machado, superintendente da Área de Soluções para Cidades do BNDES.

Portanto para além dos leilões, o setor também deverá ter, nos próximos anos, movimentos de fusões e aquisições e aberturas de capital na Bolsa.

Em suma a BRK, que já tem oferecido no mercado ativos menores de seu portfólio. É um operador que poderá passar por venda ou fusão no curto prazo, segundo fontes do mercado. Procurada, a empresa não quis comentar.

Fonte: Valor.

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