Itaipu Binacional Gestão Resíduos
Primeiramente a ação faz parte do convênio Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental, Inovação em Bioeconomia para Belém Rumo à COP 30, desenvolvido pela Itaipu Binacional e parceiros.
Contudo no total, a Itaipu vai investir R$ 12,3 milhões na reforma e ampliação de quatro Unidades de Valorização de Resíduos (UVRs) e na reforma do Distrito de Inovação e Bioeconomia de Belém (que já está em obras e deve ser concluído até junho de 2025).
Portanto participaram da assinatura da ordem de serviço o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni; o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues; os representantes da Secretaria Executiva da COP30, ligada à Presidência da República, Dênis Paz Barreto e Melina Marcelino; além de catadores e outras autoridades.
LEIA TAMBÉM: Sabesp anuncia R$ 15 bilhões em obras para ampliar o saneamento básico em SP
Durante o evento, o diretor Carlos Carboni lembrou que esses investimentos não são apenas para a COP 30 – são uma incumbência do Governo Federal, de utilizar os recursos públicos para mudar a vida de parte da população brasileira. “Não queremos só deixar prédios e construções, mas um legado de organização, de qualificação e de geração de consciência, que é isso que se muda. Isso muda para a vida de quem está nessa atividade”, afirmou. “Queremos trazer um pouco o que a gente sabe e aprender com vocês, também, aquilo que vocês sabem.”
Segundo o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, agradeceu o apoio e elogiou o fato de ir além do investimento. “A estrutura da Itaipu exige que os projetos tenham acompanhamento técnico e buscam a eficiência. É tudo muito bem planejado e acompanhado, e também inclui o compartilhamento de conhecimentos”.
Liderada por Jorge Ribeiro, a Cooperativa Filhos do Sol completou 11 anos no dia 1º dezembro. Para eles, a reforma foi um presente. “Hoje, somos em dez pessoas. Mas a intenção é expandir. Quando tivermos essa estrutura, vamos expandir ainda mais”, garantiu Jorge. A expectativa é que aumente também a renda dos catadores, cujos ganhos atualmente oscilam entre R$ 300 e R$ 600 ao mês. “Esse projeto da Itaipu vai representar muita coisa, vai realizar o sonho de ter uma estrutura boa, de ter equipamento, onde a gente vai poder trabalhar melhor”, continua o catador. Para ele, é um investimento no futuro. “Tudo que se planta nessa terra não se planta pensando na gente, mas sim em quem está em volta da gente, no futuro que vem pela frente”, finalizou.
Itaipu Binacional Gestão Resíduos
Portanto no âmbito da gestão dos resíduos sólidos, Belém enfrenta significativos desafios. Segundo o Plano Municipal de Saneamento Básico, a cidade apresenta roteiros denominados “coleta de difícil acesso”. Mas onde os caminhões coletores convencionais têm dificuldades de acesso, devido ao formato das vias e suas condições precárias. Estes locais geralmente compreendem vilas, comunidades consideradas aglomerados subnormais ou áreas com infraestrutura precária.
Em suma o outro desafio é o descarte irregular de resíduos pela população. Estima-se a que existam 204 pontos de descarte na cidade, resultando no acúmulo de lixo em ruas e rios urbanos. Tanto nos bairros centrais quanto nos mais afastados.
LEIA TAMBÉM: Desmatamento no Cerrado pode inviabilizar agronegócio
Considerando dados oficiais, cerca de 1.350 toneladas/dia de resíduos são produzidas diariamente no município. Dos quais 25,94% são orgânicos, 51,34% são entulhos e rejeitos e 22,72% são recicláveis, e desses, apenas cerca de 3 mil toneladas/mês (cerca de 4%), são recuperados pelo trabalho dos catadores.
Um dos objetivos do convênio Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental. Inovação em Bioeconomia para Belém Rumo à COP 30 é elevar os índices de coleta seletiva e reciclagem no município, não apenas impulsionar os indicadores ambientais da região, mas também para melhorar substancialmente as condições de vida dos catadores, que desempenham um papel fundamental na gestão de resíduos urbanos.
Fonte: AGW.