saneamento basico
lixo

Com aval de comissão Santo André/SP dá novo passo para implantar PPP do lixo

Estudo estima investimento de R$ 460 mi da iniciativa privada, em concessão de 30 anos.

Com aval de comissão técnica interna, o governo do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), deu outro passo para implantação do projeto de PPP (Parceria Público-Privada) do lixo, que integra processo, em trâmite, de manifestação de interesse da Peralta Ambiental, única empresa que formalizou proposta aos estudos sobre modelo em questão. O texto de aprovação dos termos foi publicado no Diário Oficial, e trata da adequação da legislação existente no município frente à possibilidade concreta de concessão do plano apresentado pela firma, que já presta serviços na cidade.

O principal objetivo do levantamento é encontrar tecnologia capaz de solucionar, principalmente impasse em relação à limitada vida útil do aterro sanitário. Entre os estudos já avalizados está simulação dos valores previstos ao longo da concessão – o período deve variar entre 30 e 35 anos. A proposta em avaliação estima investimento da ordem de R$ 5 bilhões, sendo que os relativos à iniciativa privada está em torno de R$ 460 milhões. A diferença no volume está relacionada à operação do sistema no período.

O montante refere-se, além da coleta de resíduos, varrição, limpeza de feiras, coleta seletiva, manutenção de ecopontos, uma solução para “nova rota tecnológica”, na qual se prevê a construção de equipamentos capazes de processar todos os resíduos gerados no município com geração de energia e produção de compostos orgânicos.


LEIA TAMBÉM: Cedae lançou metal pesado na água e não resolveu problema, diz jornal


Projeto sobre Resíduos

O procedimento burocrático registrado pela administração tucana envolve justamente a elaboração de projetos sobre a gestão de resíduos sólidos no município, indicando solução para manejo, destinação e tratamento final adequado. Os estudos foram divididos em cinco blocos e já foram vencidas quatro etapas. Após essa fase atual, segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) – órgão responsável por encaminhar o projeto –, será protocolado por parte da empresa, o estudo que abrange os editais referentes a uma provável licitação para concessão da gestão de resíduos na cidade, caso o governo municipal confirme considerar o projeto viável.

Santo André produz cerca de 660 toneladas de lixo por dia. A cidade é a única do Grande ABC que possui aterro sanitário próprio, localizado no bairro Cidade São Jorge, mas que se encontra em fase final de sua vida útil. “É urgente e necessário encontrar soluções no campo de novas rotas tecnológicas para que o município continue sendo referência nacional. Como os valores a serem investidos para buscar uma solução de curto e médio prazos são muito altos, a Prefeitura busca encontrar no setor privado a parceria necessária para consolidar solução que seja boa para os nosso munícipes e para o meio ambiente”, relatou o governo, por nota.

Fonte: Diário do ABC.

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »